Mundo • 13:30h • 14 de abril de 2026
Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada
Levantamento da CNI mostra que CLT lidera entre jovens
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da CUT | Foto: Arquivo Âncora1
Apesar da forte repercussão nas redes sociais sobre novas formas de trabalho, o emprego com carteira assinada ainda é a principal preferência dos brasileiros na busca por uma vaga. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o modelo formal, regido pela CLT, foi considerado o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.
O levantamento indica que benefícios como direitos trabalhistas e acesso à Previdência Social seguem sendo fatores decisivos, mesmo com o crescimento de modalidades mais flexíveis. A avaliação é de que estabilidade e proteção continuam sendo diferenciais importantes no mercado de trabalho atual.
Entre os entrevistados, 36,3% preferem empregos com carteira assinada. O trabalho autônomo aparece em seguida, com 18,7%, enquanto 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo. Já 10,3% demonstram interesse em atuar por meio de plataformas digitais, 9,3% preferem empreender e 6,6% optam por trabalhar como pessoa jurídica. Outros 20% afirmaram não ter encontrado oportunidades consideradas atrativas.
Entre os jovens, a preferência pelo modelo formal é ainda mais evidente. Na faixa de 25 a 34 anos, 41,4% optam pela CLT, enquanto entre aqueles de 16 a 24 anos o índice chega a 38,1%. A busca por segurança e estabilidade no início da carreira explica essa tendência.
O trabalho em plataformas digitais, como aplicativos de transporte e entrega, é visto principalmente como uma forma de complementar a renda. Apenas 30% dos entrevistados consideram essa atividade como principal fonte de sustento.
A pesquisa também aponta um alto nível de satisfação entre os trabalhadores. Ao todo, 95% afirmam estar satisfeitos com o emprego atual, sendo que 70% se dizem muito satisfeitos. Por outro lado, 4,6% estão insatisfeitos e 1,6% muito insatisfeitos.
Esse cenário ajuda a explicar a baixa movimentação no mercado de trabalho. Apenas 20% buscaram uma nova vaga recentemente. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 35%, enquanto entre trabalhadores com mais de 60 anos cai para 6%.
O tempo no emprego também influencia esse comportamento: 36,7% dos que estão há menos de um ano na função procuraram outra oportunidade, contra apenas 9% daqueles com mais de cinco anos no mesmo trabalho.
Realizada pelo Instituto Nexus em parceria com a CNI, a pesquisa ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A coleta de dados ocorreu entre 10 e 15 de outubro de 2025, com divulgação posterior dos resultados.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita