• Feira do Rock movimenta a Concha Acústica neste domingo em Assis
  • De 1926 a 2026: o que mudou e o que ainda pesa na vida das mulheres
  • Três cores, três campanhas: o que março alerta na área da saúde
  • VOCEM empata com a Penapolense e segue sem vencer no Paulista A4
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 15:16h • 22 de julho de 2024

Perturbações cerebrais na infância podem levar a transtornos psiquiátricos, diz estudo

Resultados podem orientar novas formas de tratamentos para autismo, transtorno de déficit de atenção, esquizofrenia e epilepsia

Da Redação | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação

Grupo da USP investigou a neurobiologia dos efeitos comportamentais decorrentes de crises convulsivas na infância utilizando roedores como modelo animal
Grupo da USP investigou a neurobiologia dos efeitos comportamentais decorrentes de crises convulsivas na infância utilizando roedores como modelo animal

Os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento adequado e a maturação do cérebro. Perturbações cerebrais nessa fase, como lesões, infecções, estresse ou desnutrição, podem afetar profundamente a função cerebral e o comportamento por toda a vida.

Crises convulsivas são as ocorrências neurológicas mais comuns nessa idade e constituem fatores de risco significativos para a incidência de distúrbios do neurodesenvolvimento, como autismo, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual, bem como de esquizofrenia e epilepsia.

Estudo investigativo

Estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) com apoio da Fapesp investigou a neurobiologia dos efeitos comportamentais decorrentes de crises convulsivas na infância, utilizando roedores como modelo animal.

O estudo foi liderado pelo pesquisador Rafael Naime Ruggiero, sob supervisão do professor João Pereira Leite, e contou com a colaboração de cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os resultados foram publicados no periódico eLife.

Principais achados

Os efeitos das crises na infância não estão associados à morte de neurônios, mas a disfunções moleculares, celulares e de redes neurais. O estudo descobriu um aumento persistente de inflamação no cérebro, associada a alterações comportamentais relevantes para autismo e esquizofrenia.

Além da neuroinflamação, os pesquisadores observaram uma relação inesperada entre a neuroplasticidade e a cognição. Tanto pouca quanto muita plasticidade podem levar a prejuízos cognitivos. Déficits de atenção e memória e a facilidade em fortalecer conexões neurais podem explicar o maior risco de desenvolver epilepsia na idade adulta.

Outra descoberta intrigante foi a semelhança entre a atividade cerebral em estado ativo de vigília e a atividade cerebral durante o sono REM, especialmente em indivíduos que sofreram crises na infância. Essa semelhança poderia explicar processamentos sensoriais atípicos, característicos da esquizofrenia.

Impacto clínico

Na clínica, as epilepsias apresentam uma alta taxa de comorbidades psiquiátricas. Existe uma forte associação com autismo, deficiência intelectual e transtorno de déficit de atenção, bem como com condições psiquiátricas que se manifestam na idade adulta, como esquizofrenia e outros transtornos psicóticos. Estima-se que 30% dos indivíduos com autismo também apresentem epilepsia.

As convulsões na infância não causam morte de neurônios, mas resultam em um aumento do processo neuroinflamatório, observável em todas as regiões cerebrais examinadas. Os níveis de inflamação estavam significativamente correlacionados com as alterações comportamentais, especialmente sensório-motoras, relevantes para o autismo e a esquizofrenia.

Implicações futuras

O estudo mostra como as convulsões na infância representam um importante gatilho para uma neuroinflamação desregulada que pode persistir até a vida adulta. Intervenções para interromper esse processo poderiam possivelmente aliviar ou prevenir o desenvolvimento de alterações comportamentais a longo prazo.

As alterações comportamentais não estão necessariamente ligadas à morte neuronal, mas a disfunções neurais potencialmente reversíveis com tratamento. Isso sugere que, mesmo após perturbações cerebrais na infância, há oportunidades de intervenção que podem melhorar o funcionamento cerebral e comportamental ao longo da vida.

Quanto mais precoce a intervenção, maior a garantia de se promover um desenvolvimento saudável e prevenir complicações futuras.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 11:58h • 01 de março de 2026

Consumo de peixe na Quaresma deve elevar movimento em bares e restaurantes

Demanda por pescado cresce até 20% no período e pode alcançar picos de até 300% na Semana Santa, segundo entidades do setor

Descrição da imagem

Variedades • 11:05h • 01 de março de 2026

Brasil recebe de volta fósseis de mais de 110 milhões de anos

Originárias da Bacia do Araripe, as peças, uma de peixe e outra de crustáceo, ficarão expostas no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 10:29h • 01 de março de 2026

Em audiência na Câmara, ABRIDEF questiona dados do MEC sobre livros em braille

Entidade alerta que ausência de edital para 2026 pode comprometer cronograma do PNLD e afetar ano letivo

Descrição da imagem

Saúde • 10:08h • 01 de março de 2026

Anvisa proíbe comercialização de bioestimulador de colágeno falsificado

Produto apresenta características que não correspondem às do produto original

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 09:46h • 01 de março de 2026

Feira do Rock movimenta a Concha Acústica neste domingo em Assis

Edição de março reúne bandas, gastronomia e expositores a partir das 17h

Descrição da imagem

Mundo • 09:32h • 01 de março de 2026

Mpox: exame disponível em 14 estados detecta nova variante do vírus

Caso confirmado no RS e 88 notificações no país reforçam vigilância; teste por RT-PCR identifica variante 1b

Descrição da imagem

Policial • 09:07h • 01 de março de 2026

Governo de SP devolve cerca de 300 celulares recuperados a vítimas de furto e roubo

Entrega faz parte do programa SP Mobile, que já restituiu mais de 6,5 mil aparelhos e contribuiu para queda nos índices criminais

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 08:44h • 01 de março de 2026

De 1926 a 2026: o que mudou e o que ainda pesa na vida das mulheres

No primeiro dia de março, reflexão percorre um século de transformações legais e sociais e aponta desafios que permanecem na vida feminina

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar