Variedades • 14:12h • 12 de setembro de 2026
Perfumar a região íntima faz mal? Entenda onde produtos podem ser usados e quando procurar médico
Sexóloga explica que cosméticos podem integrar o autocuidado feminino, mas devem ser usados apenas na região externa e nunca para mascarar sintomas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
Sabonetes, hidratantes, séruns e até desodorantes íntimos passaram a fazer parte da rotina de autocuidado de algumas mulheres. Mas a região íntima exige atenção para que o excesso de produtos não seja confundido com higiene ou saúde. A sexóloga Stephanie Seitz explica que cosméticos podem ser utilizados na vulva conforme sua finalidade, mas não devem ser aplicados dentro da vagina nem substituir avaliação médica diante de sintomas.
A primeira diferença importante está justamente na anatomia. Vulva é a parte externa da genitália feminina, enquanto a vagina corresponde ao canal interno. Produtos destinados ao cuidado íntimo externo devem permanecer na região para a qual foram desenvolvidos.
A vagina possui mecanismos próprios de equilíbrio e não precisa ser higienizada internamente com cosméticos. Stephanie também alerta que o odor natural não deve ser tratado automaticamente como falta de higiene. “Higiene é uma coisa. Achar que todo cheiro natural precisa desaparecer é outra”, afirma.
Perfume íntimo pode ser usado?
Desodorantes e outros cosméticos íntimos desenvolvidos especificamente para uso externo podem fazer parte da rotina, desde que sejam respeitadas as instruções do produto e a sensibilidade individual.
O mesmo princípio vale para hidratantes e séruns destinados à região externa. A pele da vulva pode apresentar sensibilidade e ressecamento, mas sintomas persistentes não devem ser tratados apenas com cosméticos.
“Se existe um sintoma, não é hora de tentar escondê-lo com perfume ou qualquer outro cosmético. É hora de procurar orientação médica”, orienta Stephanie.
Coceira, ardência e odor diferente exigem atenção
Coceira não significa necessariamente candidíase. Ardência, corrimento diferente, alteração importante de odor, feridas, lesões, sangramento ou dor podem ter diferentes causas e precisam de avaliação adequada.
Ressecamento persistente e dor durante as relações também merecem atenção de um ginecologista. Tentar mascarar alterações com perfumes ou recorrer a tratamentos por conta própria pode atrasar a investigação da causa.
Para Stephanie, conhecer a própria vulva também integra o autocuidado, permitindo reconhecer suas características habituais e perceber mudanças. “Não existe uma pepeca perfeita. Existem vulvas diferentes, com formatos, tamanhos, cores e características diferentes”, destaca.
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