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Economia • 15:06h • 15 de maio de 2026

Pequenas empresas buscam alternativas aos planos de saúde diante de custos elevados

Modelos de financiamento coletivo para despesas médicas começam a ganhar espaço entre PMEs e empregadores domésticos no Brasil

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Reajustes elevados nos planos tradicionais impulsionam soluções coletivas de saúde
Reajustes elevados nos planos tradicionais impulsionam soluções coletivas de saúde

O aumento dos custos dos planos de saúde empresariais e os reajustes considerados imprevisíveis vêm levando pequenas e médias empresas a buscar alternativas mais acessíveis para oferecer benefícios de saúde aos funcionários. Dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar mostram que empresas com até quatro beneficiários representam 88% dos contratos de planos empresariais no Brasil, mas concentram apenas cerca de 17% dos usuários atendidos.

O cenário evidencia uma dificuldade crescente de pequenas empresas em manter cobertura ampla para suas equipes. Entre 2020 e 2024, o número de contratos empresariais aumentou, mas a quantidade média de beneficiários por empresa caiu, indicando redução no alcance do benefício dentro das organizações.

Além disso, os planos coletivos enfrentam reajustes sem limite definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que aumenta a imprevisibilidade financeira para empresas de menor porte. Na prática, muitas PMEs acabam reduzindo cobertura, compartilhando custos com funcionários ou até cancelando os contratos diante das dificuldades para manter o benefício.

Modelos alternativos começam a ganhar espaço

Com esse cenário, plataformas de financiamento coletivo voltadas para despesas médicas começam a entrar no radar de pequenas empresas e empregadores domésticos no Brasil.

Uma das iniciativas que passaram a operar no país em 2026 é a CrowdCare, plataforma internacional que utiliza um modelo coletivo para custeio de despesas médicas, incluindo consultas, exames, cirurgias e procedimentos hospitalares.

Segundo Karina Brito, CEO da CrowdCare no Brasil, a proposta busca oferecer maior previsibilidade financeira e reduzir barreiras de entrada encontradas nos modelos tradicionais de saúde suplementar. “Grande parte das pequenas empresas quer oferecer algum tipo de benefício de saúde, mas não consegue viabilizar isso dentro do modelo tradicional. O financiamento coletivo surge como uma alternativa mais acessível e previsível”, afirma.

De acordo com a executiva, a plataforma oferece modalidades individuais, familiares e voltadas para pessoas entre 54 e 64 anos. Os usuários podem escolher livremente médicos, hospitais e laboratórios em todo o país. A cada utilização, existe coparticipação fixa de R$ 250 por atendimento, independentemente do valor total da despesa médica, com exceção dos casos de parto.

Aplicativo reúne serviços e atendimento 24 horas

A CrowdCare opera de forma totalmente digital e concentra os serviços em um aplicativo. Pelo sistema, os usuários conseguem solicitar reembolsos, acessar atendimento, consultar informações e entrar em contato com consultores de saúde disponíveis 24 horas por dia. Além da cobertura para despesas médicas, a plataforma também oferece consultas por telemedicina, psicoterapia online, descontos em medicamentos e cobertura para vacinas fora do calendário do Ministério da Saúde.

Outro diferencial apontado pela empresa é a ausência de exigência mínima de vidas para adesão empresarial, fator que costuma dificultar o acesso de pequenos negócios aos planos tradicionais.

Segundo Karina Brito, isso permite que empresas com poucos funcionários consigam oferecer algum tipo de benefício de saúde sem restringir a cobertura apenas a parte da equipe.

Custos previsíveis atraem PMEs e empregadores domésticos

A previsibilidade financeira aparece como um dos principais fatores que impulsionam o interesse por novos modelos de assistência médica. De acordo com a empresa, as mensalidades partem de R$ 250, com reajustes anuais baseados em índices econômicos como o IPCA. A proposta busca oferecer mais estabilidade para pequenas empresas que enfrentam dificuldades para acompanhar aumentos frequentes dos planos tradicionais.

Além das PMEs, o modelo também começa a alcançar um público historicamente pouco contemplado no setor, como empregadores domésticos e trabalhadores informais. Babás, cuidadores de idosos, empregadas domésticas e profissionais autônomos aparecem entre os grupos que começam a buscar alternativas mais flexíveis para acesso a serviços de saúde.

“O modelo da CrowdCare é para todos, ou seja, para pessoas físicas, trabalhadores do mercado informal, profissionais liberais e também pode ser oferecido como benefício para trabalhadores das PMEs e da categoria dos empregados domésticos”, destaca Karina Brito.

A avaliação do setor é de que a tendência é de crescimento de modelos mais flexíveis nos próximos anos, especialmente diante das dificuldades financeiras enfrentadas por pequenas empresas para manter planos tradicionais de saúde.

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