Saúde • 08:35h • 30 de novembro de 2025
Pé diabético atinge 13 milhões no Brasil e causa 50 amputações por dia
Com 20 milhões de brasileiros diagnosticados, condição conhecida como pé diabético afeta 13 milhões e exige atenção diária
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O Brasil já ultrapassa 20 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes, segundo dados do IBGE, e enfrenta um problema silencioso que cresce junto com a doença: o aumento de amputações relacionadas ao pé diabético. Hoje, são cerca de 50 cirurgias desse tipo realizadas por dia no país, de acordo com o Ministério da Saúde, muitas delas evitáveis com cuidados básicos.
O pé diabético atinge aproximadamente 13 milhões de brasileiros, conforme estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes. A complicação surge pela combinação entre perda de sensibilidade nos pés, causada pela neuropatia diabética, e problemas de circulação, que dificultam a percepção de machucados e retardam a cicatrização. Pequenas lesões, que passariam despercebidas em pessoas sem diabetes, podem evoluir rapidamente para infecções graves e culminar em amputações quando não tratadas de forma adequada.
Segundo Andrea Medeiros, coordenadora de podologia da All Pé, o problema é subdiagnosticado porque muitos pacientes não percebem ferimentos. A perda de sensibilidade leva a atrasos na busca por atendimento. “O paciente muitas vezes não percebe os ferimentos nos pés, pois perde a sensibilidade ao longo do tempo. Por isso, o cuidado deve ser constante. A prevenção e o acompanhamento especializado são fundamentais para evitar que uma simples bolha evolua para algo mais sério”, explica.
Prevenção
A principal ferramenta de prevenção é o cuidado diário. Profissionais recomendam que pessoas com diabetes incorporem à rotina práticas como a inspeção visual dos pés todos os dias, higiene correta, hidratação da pele para evitar rachaduras, corte adequado das unhas, escolha de calçados confortáveis e sem costuras internas, além de evitar andar descalço, inclusive dentro de casa. O acompanhamento periódico com médicos e podólogos especializados também é indispensável.
Um detalhe simples pode fazer diferença entre um tratamento rápido e uma internação. Andrea reforça que qualquer alteração — vermelhidão, bolhas, áreas mais quentes, dor ou feridas que não cicatrizam — deve motivar a busca imediata por avaliação profissional. Com o avanço dos casos de diabetes no país, a mensagem é clara: observar os pés diariamente é parte essencial do autocuidado e pode prevenir complicações graves.
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