Saúde • 12:41h • 27 de fevereiro de 2026
Pausas no trabalho não reduzem produtividade e ajudam a evitar decisões ruins
Neurocientista explica como intervalos estratégicos preservam energia mental, reduzem erros e melhoram o foco ao longo do dia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Key Press | Foto: Divulgação
Você começa o dia concentrado, mas, após algumas horas, passa a reler o mesmo parágrafo, esquece tarefas simples ou troca palavras em um e-mail. A sensação costuma ser de falta de disciplina, mas, segundo especialistas, trata-se de fadiga cognitiva. Pausas estratégicas, nesse contexto, não reduzem produtividade, mas evitam queda de desempenho e decisões precipitadas.
A neurocientista Carol Garrafa, especialista em treinamento de equipes de alta performance e CEO da Santé, afirma que o cérebro humano funciona em ciclos de energia e não sustenta atenção máxima por longos períodos. Quando o trabalho segue sem interrupções, a capacidade de foco diminui gradualmente.
Segundo a especialista, as chamadas funções executivas, responsáveis por planejamento, autocontrole e organização de tarefas, perdem eficiência quando há sobrecarga contínua. A pessoa permanece ativa, mas com mais erros, distrações e dificuldade de retenção de informações.
Fadiga não é falta de disciplina
De acordo com Carol Garrafa, tarefas simples passam a exigir esforço maior porque o cérebro está cansado. A pausa, nesse cenário, funciona como mecanismo de preservação da energia neural.
Ela ressalta que o intervalo precisa ser restaurador. Permanecer nas redes sociais não proporciona descanso efetivo. Levantar-se, respirar profundamente, beber água ou direcionar o olhar para um ponto distante são ações simples que auxiliam na reorganização da atividade cerebral.
A especialista defende que produtividade sustentável não está ligada a mais horas de trabalho, mas à gestão inteligente da energia mental. Respeitar o ritmo biológico permite manter qualidade e consistência nas entregas.
Cinco estratégias para melhorar foco e desempenho
Método do Pomodoro
A técnica propõe ciclos de 25 minutos de foco seguidos por cinco minutos de pausa. O modelo ajuda a organizar tarefas, reduzir sobrecarga e manter clareza mental ao longo do dia.
Organização do ambiente de trabalho
Ambientes visualmente poluídos aumentam a carga cognitiva, pois cada estímulo disputa atenção. Manter a mesa organizada reduz distrações e facilita a concentração.
Exercícios físicos regulares
A prática frequente estimula a liberação de dopamina e serotonina, neurotransmissores associados à atenção, motivação e regulação emocional. O movimento também favorece memória e resolução de problemas.
Playlist adequada
Músicas instrumentais, trilhas sonoras ou jazz suave tendem a auxiliar na concentração. Canções com letra ativam áreas relacionadas à linguagem e podem competir com tarefas que exigem leitura ou escrita.
Alimentação equilibrada e sono adequado
Oscilações de glicose impactam o desempenho cognitivo. Pequenas refeições equilibradas ao longo do dia contribuem para estabilidade mental. Além disso, dormir entre sete e oito horas por noite é considerado fundamental para consolidação da memória e recuperação cerebral.
No ambiente corporativo, a adoção de pausas estratégicas pode representar ajuste simples com impacto direto na qualidade das decisões. Em vez de associar intervalo à perda de tempo, a ciência aponta que o descanso consciente integra a lógica da alta performance.
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