Saúde • 15:35h • 06 de setembro de 2026
Osteoporose age de forma diferente em homens e mulheres e pode avançar sem sintomas
Perda de massa óssea tende a se intensificar após a menopausa nas mulheres e mais tarde nos homens; densitometria ajuda a identificar o problema antes das fraturas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A osteoporose reduz a densidade e a qualidade da massa óssea e pode avançar durante anos sem apresentar sintomas. A doença afeta homens e mulheres de maneira diferente, principalmente pela influência dos hormônios, e muitas vezes só é descoberta depois de uma fratura provocada por uma queda simples ou esforço leve.
Segundo Diogo Domiciano, professor de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo Ambulatório de Osteoporose do Hospital das Clínicas, nas mulheres a perda óssea se acentua após a menopausa. A redução do estrogênio, hormônio que exerce papel importante na proteção dos ossos, faz com que esse processo se intensifique por volta dos 50 anos.
Nos homens, a testosterona também contribui para a proteção da massa óssea, mas sua redução costuma ocorrer mais tarde. Por isso, a perda tende a se tornar mais importante em torno dos 70 anos.
Exame pode detectar perda óssea antes de uma fratura
A densitometria óssea é considerada o exame padrão para identificar a redução da massa óssea antes que ocorram fraturas. A recomendação apresentada pelo especialista é que mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 façam a avaliação mesmo sem histórico de fraturas.
Pessoas mais jovens também podem precisar do exame quando apresentam fatores de risco, como histórico familiar, tabagismo, consumo de álcool ou uso de medicamentos corticoides.
Um dos sinais de alerta é a perda de aproximadamente 2 cm a 3 cm de altura, que pode indicar uma fratura vertebral. Essas fraturas podem ocorrer sem que a pessoa perceba. Já a fratura de quadril está entre as consequências mais graves, especialmente entre idosos, e pode exigir cirurgia e longos períodos de recuperação. Segundo Domiciano, cerca de 80% dos pacientes não recuperam completamente a independência funcional que tinham antes desse tipo de lesão.
Alimentação e exercícios ajudam a proteger os ossos
A genética exerce forte influência sobre a massa óssea, mas hábitos adotados ao longo da vida também interferem na formação e preservação dos ossos. Alimentação adequada, ingestão suficiente de cálcio e prática de exercícios físicos desde a infância estão entre os cuidados apontados para reduzir a perda óssea.
A manutenção de níveis adequados de vitamina D também integra os cuidados relacionados à saúde dos ossos. A prevenção ganha importância porque a osteoporose pode permanecer silenciosa até que uma fratura revele a fragilidade óssea.
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