• Governo do Brasil zera imposto de importação de quase mil itens
  • Assis recebe mais de R$ 2,1 milhões no último repasse de ICMS de março
  • Senado aprova novo Plano Nacional de Educação e texto segue para sanção presidencial
  • FEMA realiza evento “Ada Lovelace - Mulheres na Tecnologia” no dia 30 de março em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 11:19h • 22 de março de 2025

ONU confirma 2024 como o ano mais quente em 175 anos

Relatório se baseou em serviços meteorológicos nacionais

Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

Os pesquisadores avaliam que o recorde de temperaturas globais registrado em 2023 e quebrado em 2024 foi causado principalmente pelo aumento contínuo das emissões de gases do efeito estufa, associado a alternância entre os fenômenos de arrefecimento La Niña e de aquecimento El Niño.
Os pesquisadores avaliam que o recorde de temperaturas globais registrado em 2023 e quebrado em 2024 foi causado principalmente pelo aumento contínuo das emissões de gases do efeito estufa, associado a alternância entre os fenômenos de arrefecimento La Niña e de aquecimento El Niño.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), instituição da Organização das Nações Unidas (ONU), informou nesta quarta-feira (19) que 2024 foi o ano mais quente em 175 anos de registro científico. As temperaturas registradas ao longo do ano confirmaram que o ano passado foi o primeiro a superar 1,5 °C acima do período pré-industrial (1850-1900).

Apesar do recorde, o relatório da instituição traz dados preliminares que estimam um aquecimento global de longo prazo entre 1,34 °C e 1,41 °C em comparação ao mesmo período.

“Embora um único ano de aquecimento superior a 1,5 °C não indique que os objetivos de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris estejam fora de alcance, é um sinal de alerta de que estamos aumentando os riscos para as nossas vidas, economias e para o planeta”, alerta a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

Os pesquisadores avaliam que o recorde de temperaturas globais registrado em 2023 e quebrado em 2024 foi causado principalmente pelo aumento contínuo das emissões de gases do efeito estufa, associado a alternância entre os fenômenos de arrefecimento La Niña e de aquecimento El Niño.

O relatório traz ainda uma série de dados que apontam recordes em outros indicadores de mudanças climáticas no ano de 2024, como o nível mais elevado nos últimos 800 mil anos de concentração atmosférica de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

“O dióxido de carbono permanece na atmosfera durante gerações, retendo o calor”, destaca o estudo.

Cerca de 90% da energia retida pelos gases com efeito de estufa no sistema terrestre é armazenada nos oceanos. O que levou a observação da taxa de aquecimento dos oceanos mais alta dos últimos 65 anos, em 2024, além da duplicação da taxa de subida do mar entre 2015 e 2024 na comparação com o período de 1993 a 2002.

Os últimos 3 anos também registraram as menores extensões de gelo antártico e a maior perda de massa glacial. Já no Ártico, as menores 18 extensões de gelo foram registradas nos últimos 18 anos.

Os impactos dos fenômenos meteorológicos extremos registrados no último ano, somados aos conflitos e elevados preços internos de alimentos, resultaram no agravamento das crises alimentares em 18 países, aponta o relatório

Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, esses são sinais de alerta emitidos pelo planeta, mas o relatório também mostra que ainda é possível limitar o aumento da temperatura global em longo prazo.

“Os líderes têm de tomar medidas para que isso aconteça, aproveitando os benefícios das energias renováveis baratas e limpas para as suas populações e economias, com os novos planos nacionais para o clima que deverão ser apresentados este ano”, afirmou.

O relatório da OMM foi baseado nas contribuições científicas dos serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, dos centros climáticos regionais da instituição e de parceiros da ONU, com a participação de dezenas de peritos.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 12:03h • 31 de março de 2026

Queijo zero lactose ganha espaço na alimentação, mas uso deve considerar necessidade individual

Produto é indicado para intolerantes, mas especialistas alertam para consumo consciente e sem modismos

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 11:32h • 31 de março de 2026

Quase metade da população do estado de SP já utiliza inteligência artificial, mostra Seade

Jovens lideram uso, com aplicações voltadas ao trabalho, lazer e estudos, aponta Fundação Seade

Descrição da imagem

Saúde • 11:11h • 31 de março de 2026

Estudo aponta que 50% dos pacientes com síndrome respiratória grave têm lesão renal aguda

Pesquisa mapeia o “diálogo” entre pulmão e rim, que aumenta drasticamente o risco de morte na UTI

Descrição da imagem

Economia • 10:50h • 31 de março de 2026

Dia do Cacau: SP fortalece produção e impulsiona cultivo no estado

Em SP, o cultivo de cacau já ultrapassa 650 hectares distribuídos em 66 municípios; no Vale do Ribeira e no litoral, são 53 propriedades que se beneficiam de condições climáticas semelhantes às das regiões tradicionais de cultivo, favorecendo o desenvolvimento da cultura

Descrição da imagem

Saúde • 10:27h • 31 de março de 2026

Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV

Vírus pode causar câncer no útero, ânus, pênis, boca e garganta

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 09:44h • 31 de março de 2026

SP abre inscrições para 2ª edição do Selo Amigo da Pessoa com TEA

Iniciativa reconhece práticas inclusivas; inscrições seguem até 27 de abril e resultado será divulgado em 29 de maio

Descrição da imagem

Saúde • 09:23h • 31 de março de 2026

Anvisa proíbe máquina e tintas para tatuagens sem registro sanitário

Fabricantes não têm autorização de funcionamento e produtos não tem registro na Agência

Descrição da imagem

Economia • 08:47h • 31 de março de 2026

Desemprego tem alta no trimestre, mas recua no ano e renda cresce, mostra pesquisa

Dados do IBGE mostram melhora no mercado de trabalho em 2026, com queda do desemprego na comparação anual e aumento do rendimento médio; cenário reflete retomada da economia e maior circulação de renda

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar