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Saúde • 09:44h • 13 de fevereiro de 2026

Obesidade aumenta em 70% o risco de complicações por doenças infecciosas

Pesquisa com 540 mil pessoas, publicada na The Lancet, indica que a condição pode ter contribuído para uma em cada dez mortes por infecções em 2023

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1

Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados de mais de 67 mil adultos de dois estudos realizados na Finlândia e de aproximadamente 470 mil pessoas do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados biomédicos do mundo.
Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados de mais de 67 mil adultos de dois estudos realizados na Finlândia e de aproximadamente 470 mil pessoas do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados biomédicos do mundo.

A obesidade está associada a um aumento expressivo no risco de hospitalização e morte por doenças infecciosas. É o que revela um estudo com cerca de 540 mil participantes, publicado na revista científica The Lancet, que aponta a condição como possível fator determinante em uma em cada dez mortes por infecções registradas em 2023.

A pesquisa acompanhou, por uma média de 14 anos, pessoas com índice de massa corporal (IMC) elevado e analisou a relação entre obesidade e o agravamento de doenças infecciosas. Os resultados indicam maior risco de complicações em casos de gripe, Covid-19, pneumonia, gastroenterite, infecções urinárias e respiratórias.

Segundo os autores, indivíduos com obesidade — definida como IMC acima de 30 kg/m² — apresentaram risco 70% maior de hospitalização ou morte por qualquer doença infecciosa em comparação com pessoas com IMC dentro da faixa considerada normal. O risco aumenta progressivamente conforme o peso corporal: em casos de obesidade grave, com IMC acima de 40 kg/m², o risco foi três vezes maior.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados de mais de 67 mil adultos de dois estudos realizados na Finlândia e de aproximadamente 470 mil pessoas do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados biomédicos do mundo.

A pesquisadora Solja Nyberg, da Universidade de Helsinki e uma das autoras do estudo, alerta para o impacto dos achados. “Com o aumento global das taxas de obesidade, é provável que também cresçam as mortes e hospitalizações por doenças infecciosas associadas a essa condição”, afirma.

O líder do estudo, Mika Kivimäki, da University College London, explica que fatores biológicos podem ajudar a entender essa relação. “A obesidade pode comprometer a resposta do sistema imunológico contra vírus, bactérias, parasitas e fungos, resultando em quadros mais graves”, avalia. Ele ressalta, porém, que novas pesquisas são necessárias para confirmar os mecanismos envolvidos.

O estudo também identificou diferenças regionais. Em países de alta renda, como os Estados Unidos, cerca de um quarto das mortes por doenças infecciosas esteve associado à obesidade. No Reino Unido, a proporção foi de uma em cada seis. Já no Vietnã, o índice foi de aproximadamente 1%.

Os autores destacam que, por se tratar de um estudo observacional, não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito. “As estimativas ajudam a dimensionar o problema, mas devem ser interpretadas com cautela”, afirma Sara Ahmadi-Abhari, do Imperial College London, que também chama atenção para limitações na precisão dos dados, especialmente em países com menos recursos.

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