Ciência e Tecnologia • 17:09h • 07 de março de 2026
O que você precisa saber antes de fazer uma ressonância magnética
Especialistas alertam para riscos de objetos metálicos e destacam papel do hélio líquido no funcionamento dos equipamentos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
A ressonância magnética é um dos exames mais importantes da medicina moderna para identificar aneurismas, tumores e lesões internas. Por utilizar um campo magnético extremamente potente, o procedimento exige protocolos rigorosos de segurança para proteger pacientes e profissionais de saúde.
No centro dessa tecnologia está o hélio líquido, responsável por manter os ímãs supercondutores do equipamento em temperaturas extremamente baixas. Esse resfriamento é fundamental para que o sistema funcione com estabilidade e produza imagens detalhadas do corpo humano.
Segundo o Atlas da Radiologia no Brasil 2025, publicado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), mais de 60% dos exames de imagem no país são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente em 2023 foram mais de 100 milhões de procedimentos, incluindo exames de ressonância magnética.
Por envolver tecnologia sensível e campos magnéticos intensos, a segurança precisa ser prioridade em todas as etapas do exame. Desde o treinamento das equipes até o funcionamento adequado dos sistemas criogênicos que mantêm o magneto ativo, cada detalhe contribui para evitar riscos. Segundo Renato Ferrari Plachi, gerente comercial de Hélio da Air Products, empresa que fornece o gás utilizado nos equipamentos, alguns cuidados básicos fazem diferença para garantir um exame seguro.
Controle de acesso à sala
O acesso à sala de ressonância magnética deve seguir protocolos rígidos. Devido à potência do campo magnético, apenas profissionais autorizados podem determinar quem entra no ambiente e em qual momento.
Em muitos casos, inclusive, a presença de acompanhantes não é recomendada. O controle do acesso ajuda a evitar acidentes e garante que o exame seja realizado dentro dos padrões de segurança.
Evitar objetos metálicos
Um dos cuidados mais conhecidos é não levar objetos metálicos para a sala de exame. O campo magnético pode atrair itens como joias, relógios, celulares, chaves e até equipamentos hospitalares.
Essa força é suficiente para transformar objetos em projéteis dentro da sala, o que pode causar acidentes graves. Por isso, os pacientes devem retirar qualquer item metálico antes do procedimento e seguir todas as orientações da equipe.
Informar implantes ou próteses
Outro cuidado importante é informar previamente à equipe médica sobre a presença de materiais metálicos no corpo. Implantes, pinos, próteses, marcapassos e até alguns tipos de DIU podem ser incompatíveis com o campo magnético. A comunicação dessas informações permite que os profissionais avaliem a segurança do exame e adotem as medidas necessárias para evitar riscos.
De acordo com Plachi, além da atenção aos protocolos, o funcionamento adequado dos sistemas técnicos também é fundamental para a segurança. “Também é essencial manter práticas técnicas rigorosas, como o controle do sistema criogênico e o fornecimento seguro de hélio líquido, que garantem o funcionamento contínuo dos equipamentos e a precisão dos diagnósticos”, afirma.
Para especialistas, a combinação entre tecnologia adequada, protocolos bem definidos e informação aos pacientes é o que garante que a ressonância magnética continue sendo um exame seguro e altamente confiável para diagnósticos médicos.
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