Saúde • 15:30h • 30 de agosto de 2025
O que é a esporotricose humana, doença causada por fungos transmitidos por gatos
Infectologista do Hospital da Rede Ebserh em Uberaba (MG) explica sobre sintomas e tratamento. Patologia também pode ser transmitida por cães
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), administrado pela Ebserh, registrou quatro casos de esporotricose humana em 2025. No ano anterior, não houve atendimentos da doença na instituição.
O aumento preocupa porque a esporotricose é de notificação obrigatória e vem crescendo em diferentes regiões do país. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix, que pode entrar no organismo por arranhaduras ou mordidas de animais doentes — especialmente gatos, mas também cães —, além de acidentes com espinhos, palha, madeira ou contato com vegetais em decomposição.
Os pacientes podem chegar ao HC-UFTM já com diagnóstico feito por equipes de zoonoses dos municípios da região ou passar por exames no próprio hospital. O diagnóstico é realizado a partir da análise da secreção das lesões.
Sintomas
De acordo com o infectologista Rodrigo Molina, os primeiros sinais são feridas e nódulos na pele, geralmente próximos ao local da infecção (arranhadura, mordida ou ferimento com plantas). Os nódulos podem se espalhar em sequência, lembrando um “rosário”. Dependendo dos órgãos afetados, outros sintomas também podem surgir.
Formas da doença
- Cutânea: lesão única ou múltipla no local da infecção;
- Linfocutânea (mais comum): pequenos nódulos em camadas mais profundas da pele;
- Extracutânea: atinge ossos, articulações, mucosas, entre outros;
- Disseminada: quando afeta diversos órgãos ou sistemas.
Tratamento
O tratamento é eficaz, mas pode durar até um ano. O SUS oferece gratuitamente medicamentos antifúngicos orais. Em casos graves, o paciente precisa de internação para receber antifúngicos injetáveis.
Prevenção
A recomendação é usar equipamentos de proteção individual ao manipular terra ou plantas, além de manter animais de estimação saudáveis e acompanhados por veterinários. “Evitar o contato com o fungo e cuidar dos animais são medidas fundamentais de prevenção”, reforça Molina.
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