Responsabilidade Social • 09:56h • 20 de agosto de 2026
O que acontece com lâmpadas e eletrodomésticos antigos trocados pela Energisa? veja o destino deles
Equipamentos antigos são substituídos por modelos mais eficientes e encaminhados para tratamento e reciclagem nos 82 municípios atendidos pela Energisa Sul-Sudeste
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Energisa | Foto: Divulgação
Mais de 39 mil lâmpadas e 3,2 mil eletrodomésticos deixaram de ser descartados de forma inadequada desde 2025 por meio de ações do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Energisa Sul-Sudeste. Além de substituir equipamentos antigos por modelos mais econômicos, a iniciativa garante que os materiais retirados de circulação tenham destinação ambientalmente adequada.
Nos 82 municípios atendidos pela concessionária, foram substituídas 39.262 lâmpadas, 162 geladeiras, 3 mil ventiladores e 53 aparelhos de ar-condicionado. Somados, os eletrodomésticos chegam a 3.215 unidades.
As trocas fazem parte do PEE, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e alcançam famílias de baixa renda por meio do Projeto Nossa Energia. Também são contempladas iniciativas de órgãos públicos, entidades, associações e empresas que apresentam projetos de eficiência energética em chamadas públicas.
Equipamentos podem permanecer séculos na natureza
A substituição tem impacto que vai além da redução do consumo de eletricidade. Equipamentos antigos reúnem vidro, metais, plásticos, componentes eletrônicos, óleos e outras substâncias que exigem tratamento específico depois que deixam de ser utilizados.
Segundo a analista de Eficiência Energética da Energisa Sul-Sudeste, Ana Letícia Peres Vinha, o vidro de uma lâmpada pode levar até 10 mil anos para se decompor, enquanto componentes de um ventilador podem permanecer na natureza por cerca de 500 anos.
“Além do benefício direto aos consumidores que recebem equipamentos mais modernos e econômicos, essas iniciativas refletem o nosso compromisso com a sustentabilidade”, afirma a analista, destacando que a destinação correta evita que os aparelhos usados acabem descartados inadequadamente no meio ambiente.

O que acontece com lâmpadas e geladeiras antigas
Depois de recolhidos, os equipamentos seguem para empresas especializadas em tratamento, reaproveitamento, reciclagem e destinação dos diferentes materiais.
Nas lâmpadas, o processo inclui triagem e descontaminação. O mercúrio presente em alguns modelos é capturado para impedir a contaminação do solo, da água e da atmosfera. Vidro e metais são separados e encaminhados para reciclagem.
As geladeiras exigem cuidados adicionais. Antes da desmontagem, os fluidos refrigerantes são recuperados em circuito fechado para evitar a liberação de substâncias potencialmente poluentes. O óleo do compressor também é retirado e destinado adequadamente.
Depois dessa etapa, materiais como aço, alumínio, cobre, plástico, vidro e componentes eletrônicos são separados para reciclagem. Até a espuma utilizada no isolamento recebe tratamento específico para reduzir a emissão de gases na atmosfera.

Materiais dos ventiladores podem voltar à cadeia produtiva
Os ventiladores substituídos também passam por desmontagem técnica. Aço, alumínio, cobre, plásticos e componentes eletrônicos são separados conforme suas características.
Parte desses materiais, incluindo o cobre presente nos motores, pode retornar à cadeia produtiva. O que não tiver possibilidade de reaproveitamento é encaminhado a unidades licenciadas para destinação adequada.
Todo o processo é acompanhado por documentos de controle e rastreabilidade. Segundo a Energisa, isso permite comprovar o tratamento dado aos resíduos retirados de residências e também de espaços como escolas, unidades de saúde, prefeituras e outros ambientes beneficiados pelos projetos.
Com isso, o programa combina duas frentes: reduzir o consumo de energia com equipamentos mais eficientes e impedir que milhares de produtos antigos se transformem em resíduos descartados inadequadamente.
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