Saúde • 12:32h • 11 de fevereiro de 2026
O que é a dieta mediterrânea e por que ela é considerada a melhor para o coração
Modelo alimentar combina alimentos naturais, gorduras saudáveis e estilo de vida equilibrado, com benefícios comprovados para a saúde cardiovascular
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mayo Clinic | Foto: Arquivo
Pesquisas científicas acumuladas ao longo de décadas seguem apontando a dieta mediterrânea como uma das mais eficazes para a saúde do coração, por seu impacto direto na redução da inflamação crônica, no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares. Mais do que um plano alimentar, o modelo reúne escolhas nutricionais e hábitos de vida associados ao bem-estar físico e mental.
Segundo Janet McCann, nutricionista do sistema de saúde da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, a inflamação crônica está relacionada a doenças como problemas cardíacos, diabetes tipo 2, demência e alguns tipos de câncer. Um dos principais fatores de risco, explica a especialista, é a alimentação rica em gorduras saturadas e açúcares.
A dieta mediterrânea atua justamente no sentido oposto. Baseada predominantemente em alimentos de origem vegetal, ela substitui gorduras prejudiciais por gorduras monoinsaturadas saudáveis, como as presentes no azeite de oliva, ajudando a reduzir o colesterol total e o LDL, conhecido como colesterol ruim. Além disso, inclui alimentos ricos em antioxidantes e fitoquímicos, que auxiliam na redução da inflamação nas artérias.
Outro ponto central do modelo é o favorecimento da pressão arterial saudável, por meio da priorização de alimentos ricos em potássio e da redução do consumo de sal. Grãos integrais, leguminosas, frutas e vegetais são a base da alimentação, fornecendo fibras que contribuem para a saúde intestinal, ajudam a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e promovem maior saciedade.
Alimentação ao estilo mediterrâneo combina sabor, equilíbrio e proteção ao coração
A dieta também estimula a manutenção de um peso saudável, ao focar em alimentos nutritivos e naturalmente saciantes, o que reduz o risco de consumo excessivo. Peixes e frutos do mar, fontes importantes de ômega-3, são recomendados ao menos duas vezes por semana, enquanto o consumo de carne vermelha deve ser moderado, priorizando cortes magros e porções menores.
Laticínios com baixo teor de gordura, como iogurte natural, iogurte grego e queijos de massa mole, também fazem parte do padrão alimentar, assim como o uso frequente de ervas e especiarias para realçar o sabor dos alimentos, diminuindo a necessidade de sal.
O consumo de vinho é opcional e, quando presente, deve ser feito com moderação. A orientação geral é não ultrapassar uma taça por dia e não iniciar o consumo de álcool apenas por conta da dieta. A hidratação adequada, com água ao longo do dia, segue sendo essencial.
Além da alimentação, o estilo de vida mediterrâneo valoriza o tempo dedicado às refeições, o convívio social e a prática regular de atividade física. Entre os hábitos recomendados estão comer com calma, compartilhar refeições com familiares ou amigos e manter ao menos 150 minutos semanais de exercícios físicos de intensidade moderada.
Para Janet McCann, o diferencial da dieta mediterrânea está em sua abordagem ampla. Não se trata apenas do que se come, mas de como se vive. Ao combinar alimentação equilibrada, prazer à mesa e hábitos saudáveis, o modelo se consolida como uma estratégia sustentável de promoção da saúde a longo prazo.
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