Mundo • 13:09h • 01 de abril de 2026
Novo protocolo nacional prepara indústria e saúde para enfrentar secas e queimadas
Iniciativa reúne governo, setor industrial e especialistas para orientar resposta a emergências climáticas e impactos respiratórios
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Edelman | Foto: Arquivo/Âncora1
Um novo protocolo voltado à resposta a emergências climáticas causadas por secas e queimadas foi lançado no Brasil durante o 11º Congresso de Inovação na Indústria, realizado em São Paulo. A iniciativa é resultado de cooperação entre o Ministério da Saúde, o Serviço Social da Indústria (SESI), o Conselho Nacional do SESI, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Sanofi.
O documento foi estruturado para orientar ações de preparação, resposta e recuperação diante de eventos extremos, com foco na proteção da saúde dos trabalhadores e na continuidade das atividades industriais. A proposta amplia um trabalho iniciado em 2025, quando foi apresentado um protocolo voltado a situações de inundação.
As mudanças climáticas têm impacto direto na saúde, especialmente no sistema respiratório. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que doenças respiratórias estão entre as principais causas de morte no mundo, afetando cerca de 454 milhões de pessoas anualmente. No Brasil, a estimativa é que 136 milhões de pessoas possam ser impactadas por eventos climáticos extremos.
Secas e queimadas agravam esse cenário ao elevar a concentração de poluentes no ar, o que pode desencadear crises de asma, agravamento de doenças como a DPOC e aumento da demanda por atendimento médico. Entre 2017 e 2021, o país registrou mais de 12,6 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados à DPOC, além de 376 mil internações e 255 mil óbitos associados.
O protocolo foi elaborado por especialistas em saúde, segurança do trabalho e gestão de riscos, e está organizado em três eixos principais. O primeiro trata do diagnóstico das ocorrências de secas e queimadas, com análise de distribuição geográfica e impactos. O segundo aborda ações integradas, como definição de rotinas, níveis de prontidão e articulação com o Sistema Único de Saúde, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Já o terceiro reúne orientações sobre agravos à saúde, incluindo atendimento a doenças respiratórias e cardiovasculares, atenção a grupos vulneráveis e cuidados com a saúde mental.
O documento também traz diretrizes específicas para doenças como asma e DPOC, além de recomendações relacionadas à vacinação, alinhadas ao Programa Nacional de Imunizações.
A proposta é fortalecer a capacidade de resposta diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes, estruturando protocolos que reduzam impactos na saúde e na economia.
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