Educação • 13:01h • 22 de maio de 2026
Nota do ENEM já pode abrir portas para universidades no exterior; veja como funciona
Instituições de países como Canadá, Estados Unidos e Reino Unido passaram a aceitar desempenho no exame brasileiro em processos de admissão
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a aproximação do período de inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), cresce também o interesse de estudantes brasileiros em utilizar a nota do exame para disputar vagas em universidades no exterior. O movimento acompanha uma tendência cada vez maior de internacionalização do ensino entre jovens que buscam experiências acadêmicas fora do país.
Levantamento do Salão do Estudante realizado em 2024 apontou que mais de um terço dos estudantes brasileiros considera cursar a graduação fora do Brasil, cenário que vem ampliando a procura por informações sobre processos seletivos internacionais.
Atualmente, universidades de países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e França já aceitam o ENEM como parte dos critérios de admissão para estudantes brasileiros. Dependendo da instituição, a nota pode substituir exames locais ou funcionar como complemento na análise da candidatura.
Segundo Marcelo Melo, diretor executivo da IE Intercâmbio e especialista em educação internacional, muitos estudantes ainda desconhecem essa possibilidade. “Muitos estudantes associam o ENEM apenas ao ingresso em universidades brasileiras, mas ele também pode ser utilizado como porta de entrada para instituições no exterior”, afirma.
Processo internacional vai além da nota
De acordo com especialistas, a pontuação exigida varia conforme o país, o curso e a universidade escolhida. Em geral, instituições internacionais trabalham com médias a partir de 600 pontos, enquanto cursos mais concorridos podem exigir notas acima de 700 ou até 750.
Mesmo assim, o desempenho no exame raramente é o único fator analisado pelas universidades estrangeiras. Histórico escolar, proficiência em idiomas, cartas de motivação, redações e atividades extracurriculares também costumam fazer parte da seleção. “O processo seletivo internacional tende a avaliar o estudante de forma mais ampla. A nota é importante, mas faz parte de uma candidatura mais completa”, explica Marcelo Melo.
Outro ponto considerado essencial é o planejamento antecipado. Diferentemente de muitos vestibulares brasileiros, candidaturas internacionais podem começar até um ano antes do início das aulas.
Questões como tradução de documentos, obtenção de visto, comprovação financeira e seguro internacional também entram na preparação dos estudantes. Além disso, cada universidade possui regras próprias sobre a utilização do ENEM no processo seletivo, o que exige pesquisa prévia e atenção aos editais.
Para especialistas, o crescimento desse tipo de candidatura reflete mudanças no perfil dos estudantes brasileiros, cada vez mais interessados em formação global e experiências acadêmicas internacionais.
Com o aumento do número de instituições estrangeiras que reconhecem o exame brasileiro, o ENEM vem ganhando espaço como uma ponte entre o ensino médio nacional e universidades de diferentes países.
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