Política • 08:59h • 17 de abril de 2026
Número de eleitores com mais de 60 anos cresceu 74%, aponta pesquisa
Abstenção dos idosos apresentou queda nas últimas três eleições
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com base no Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral, mostra que a chamada Geração Prateada, formada por eleitores com 60 anos ou mais, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos.
Enquanto o total de eleitores de todas as idades aumentou 15% entre 2010 e 2026, o número de votantes com 60 anos ou mais avançou 74% no mesmo período, passando de 20,8 milhões para 36,2 milhões até março deste ano.
Segundo a Nexus, esse número ainda pode crescer até 6 de maio, prazo final para o cadastro eleitoral. Até o momento da coleta, o país tinha 156,2 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro, contra 135,8 milhões em 2010.
O levantamento indica que, em cenários de maior polarização, como o observado em 2022, o voto da população com 60 anos ou mais tende a ganhar importância estratégica. De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esse grupo pode ter papel relevante no resultado das eleições, embora não seja o único fator determinante.
Na avaliação dele, a diferença apertada registrada na última eleição presidencial, inferior a 2 milhões de votos, reforça o peso desse contingente, que hoje representa cerca de um em cada quatro eleitores do país. Assim, mesmo sem definir sozinho o resultado, pode influenciar de forma significativa disputas equilibradas.
A tendência é que essa participação aumente, acompanhando o envelhecimento da população brasileira. Nas últimas três décadas, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 7% para 16%, enquanto esse grupo já representa 23,2% do eleitorado.
Em relação à participação nas urnas, a taxa de abstenção entre eleitores com mais de 60 anos vem caindo. Era de 37,1% em 2014, passou para 36,4% em 2018 e chegou a 34,5% em 2022. Já entre o eleitorado geral, houve aumento no mesmo período, de 19,4% para 20,9%.
Entre os maiores de 70 anos, que não são obrigados a votar, a abstenção também diminuiu, passando de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022, indicando maior engajamento desse público.
Segundo Tokarski, os eleitores acima de 70 anos que comparecem às urnas tendem a votar por convicção ou identificação política e, junto com os jovens entre 16 e 18 anos, formam grupos considerados estratégicos em disputas eleitorais mais acirradas.
O levantamento também mostra o crescimento da participação de pessoas com mais de 60 anos como candidatas. Nas eleições municipais de 2024, mais de 70 mil brasileiros dessa faixa etária concorreram a cargos públicos, o equivalente a 15% do total de candidaturas, o maior número desde 1998. Já nas eleições gerais de 2022, foram 4.873 candidatos com 60 anos ou mais, representando 17% das candidaturas.
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