Saúde • 08:59h • 30 de janeiro de 2026
Nipah: saiba mais sobre o vírus que preocupa a Ásia
Infectologista diz ser improvável que a doença vire uma pandemia
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Ruslanas Baranauskas/Divulgação
Autoridades de saúde da Índia enfrentam um novo surto do vírus Nipah, com casos confirmados entre profissionais de saúde na região de Bengala Ocidental. Pelo menos cinco infecções foram registradas em um hospital, onde cerca de 100 pessoas precisaram ser colocadas em quarentena. Diante do risco de disseminação, países vizinhos como Tailândia, Nepal e Taiwan reforçaram medidas sanitárias em aeroportos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Nipah é um vírus zoonótico, transmitido de animais para humanos, mas que também pode se espalhar por alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. A infecção pode variar de quadros leves ou sem sintomas até doenças respiratórias graves e encefalite, com alta taxa de letalidade. Apesar da gravidade, especialistas avaliam que o potencial de disseminação global é limitado, quando comparado a vírus que causaram pandemias, como o da covid-19.
Como ocorre a transmissão
O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, em um surto entre criadores de suínos. Desde então, casos têm sido registrados principalmente em Bangladesh e no leste da Índia. O reservatório natural do vírus são morcegos frugívoros do gênero Pteropus, que não apresentam sintomas da doença.
A transmissão para humanos pode ocorrer pelo contato direto com animais infectados, especialmente suínos, ou pelo consumo de frutas e sucos contaminados por saliva ou urina de morcegos. Também há registros de transmissão entre pessoas, sobretudo entre familiares, cuidadores e profissionais de saúde, por meio do contato próximo com secreções e excreções de pacientes infectados.
Sintomas, diagnóstico e prevenção
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, podem surgir tontura, sonolência, alterações neurológicas, convulsões e encefalite, que pode evoluir rapidamente para coma. O período de incubação varia de quatro a 14 dias, podendo chegar a 45 dias em situações raras.
Não existe tratamento específico nem vacina contra o vírus Nipah. O atendimento é baseado em cuidados intensivos para tratar complicações respiratórias e neurológicas. A taxa de letalidade pode variar entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta dos serviços de saúde.
A OMS destaca que a principal forma de prevenção é reduzir a exposição ao vírus. Isso inclui evitar o consumo de frutas e sucos possivelmente contaminados, usar equipamentos de proteção ao lidar com animais doentes e adotar medidas rigorosas de higiene, como a lavagem frequente das mãos. Também é fundamental evitar o contato próximo e desprotegido com pessoas infectadas, especialmente em ambientes de saúde.
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