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Gastronomia & Turismo • 11:58h • 07 de março de 2026

Nem todo prato “fit” é saudável: especialista revela erros comuns na alimentação

Nutricionista explica erros comuns na alimentação e orienta como montar refeições mais equilibradas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da GlobalPR Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Nem todo prato “fit” é realmente nutritivo, alerta especialista
Nem todo prato “fit” é realmente nutritivo, alerta especialista

A busca por uma alimentação saudável tem levado muitas pessoas a adotarem refeições consideradas “fit”, mas nem sempre esses pratos são realmente nutritivos. Segundo a coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, montar uma refeição equilibrada vai muito além de reduzir calorias ou controlar porções.

De acordo com a especialista, o ponto de partida para uma alimentação adequada deve ser a qualidade dos alimentos escolhidos. “A qualidade dos nutrientes deve ser a primeira preocupação. O prato deve ser composto por alimentos ricos em nutrientes e coloridos, como frutas, verduras, legumes, grãos, carboidratos, gorduras de boa qualidade e proteínas magras”, explica.

Nesse processo, a quantidade de alimentos consumidos entra como um ajuste individual, que deve considerar fatores como nível de fome, rotina e necessidades específicas de cada pessoa. Isso significa priorizar alimentos de alta densidade nutricional, ou seja, aqueles que oferecem grande quantidade de nutrientes em relação ao número de calorias. Frutas, verduras, legumes e ovos são exemplos de alimentos que concentram vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para o organismo.

Por outro lado, quanto maior o grau de processamento dos alimentos, menor tende a ser o valor nutricional. Segundo Bassi, produtos ultraprocessados costumam ter mais aditivos químicos e menos nutrientes naturais, o que pode comprometer a qualidade da alimentação. “Quanto mais processado, menos nutrientes e mais aditivos químicos. Isso dificulta a absorção de nutrientes, aumenta o consumo de calorias vindas de açúcares e gorduras e eleva o risco de doenças crônicas a longo prazo”, alerta.

Outro ponto destacado pela nutricionista é que a combinação dos alimentos no prato também influencia na forma como o corpo absorve os nutrientes. Algumas combinações tradicionais continuam sendo boas estratégias nutricionais.

Um exemplo clássico é a mistura de arroz com feijão, que juntos formam uma proteína de melhor qualidade. Já as saladas temperadas com azeite favorecem a absorção de vitaminas lipossolúveis, que dependem da presença de gordura para serem melhor aproveitadas pelo organismo. Variar cores e tipos de alimentos ao longo da semana também é considerado essencial para garantir maior diversidade de vitaminas, minerais e compostos bioativos, evitando a monotonia alimentar.

Entre os erros mais comuns de quem tenta melhorar a alimentação estão o consumo excessivo de produtos rotulados como “fitness”, o corte desnecessário de grupos alimentares inteiros e a preocupação exclusiva com o número de calorias. Para pessoas com rotina corrida, a recomendação é investir em planejamento simples das refeições. Manter em casa alimentos versáteis, como ovos, frutas e legumes congelados, pode facilitar o preparo de pratos rápidos e reduzir a dependência de alimentos ultraprocessados.

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