Economia • 19:35h • 26 de abril de 2026
Na Copa, não é só vender mais: é encantar para fazer o cliente voltar
Especialista aponta que marcas que criam experiência durante picos de consumo conseguem transformar vendas pontuais em fidelização
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação
Grandes eventos como a Copa do Mundo costumam movimentar o comércio e aumentar o faturamento em setores como varejo, alimentação e entretenimento. O aumento da demanda é real e já comprovado por estudos de mercado. O problema é que, para muitas empresas, esse crescimento termina junto com o evento.
Segundo especialistas, o diferencial não está apenas em vender mais, mas em transformar esse momento em uma experiência capaz de gerar vínculo com o cliente. Sem isso, o pico de consumo vira apenas um ganho temporário.
Para o especialista em encantamento de clientes Alexandre Slivnik, o erro mais comum está na forma como as empresas encaram esses períodos. “Muitas empresas focam no volume de vendas e esquecem de criar uma experiência memorável. Sem isso, o cliente compra uma vez, mas não volta”, afirma.
Vender é momentâneo, experiência é o que fica
O comportamento do consumidor reforça essa mudança de lógica. Um levantamento da PwC mostra que 73% das pessoas consideram a experiência um fator decisivo na escolha de uma marca. Já dados da Bain & Company indicam que pequenas melhorias na retenção de clientes podem gerar impactos significativos no lucro.
Isso significa que o produto deixou de ser o único protagonista. A forma como o cliente é atendido, o ambiente, a agilidade e o cuidado na jornada influenciam diretamente na decisão de voltar ou não.
Durante a Copa, esse cenário se intensifica. O aumento no fluxo de clientes exige preparo operacional, organização e, principalmente, consistência no atendimento. Empresas que não se planejam acabam enfrentando filas, falhas e desgaste na experiência. “Encantamento não é sobre atender rápido, é sobre fazer o cliente se sentir valorizado. É isso que cria memória e faz com que ele volte depois”, explica Slivnik.
Pressão revela quem está preparado
Momentos de alta demanda funcionam como um teste para as empresas. Negócios que operam apenas com foco em preço e velocidade tendem a perder qualidade no atendimento. Já aqueles que investem em experiência conseguem manter padrão mesmo sob pressão.
Esse diferencial passa diretamente pela cultura organizacional. Equipes treinadas, alinhadas e preparadas fazem diferença na percepção do cliente. “O cliente percebe quando o atendimento é mecânico. Pode até resolver o problema, mas não cria conexão. E sem conexão não existe fidelização”, afirma o especialista.
Tecnologia ajuda, mas não substitui o humano
Ferramentas digitais e automação podem auxiliar na organização e no fluxo de atendimento, especialmente em períodos de grande movimento. No entanto, não substituem o contato humano.
A relação com o cliente ainda depende de atenção, empatia e personalização. A tecnologia funciona como suporte, mas o encantamento acontece na interação.
Transformar pico em crescimento
Empresas que conseguem aproveitar eventos como a Copa de forma estratégica entendem que a venda é apenas o início da relação com o cliente. O objetivo passa a ser criar uma experiência que se prolongue além do momento.
Quando isso acontece, o impacto deixa de ser pontual e passa a gerar receita recorrente, fortalecimento de marca e crescimento mais previsível. Caso contrário, o aumento nas vendas vira apenas um pico isolado e o cliente segue para o próximo concorrente.
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