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Responsabilidade Social • 16:10h • 11 de março de 2025

Mulheres médicas ganham 23% a menos do que homens, revela pesquisa da Afya

No mês das mulheres, estudo destaca desigualdade salarial e chama atenção para os desafios enfrentados pelas médicas no Brasil

Da Redação | Com informações da Assessoria de Imprensa Inpresspni | Foto: Divulgação

Afya lança campanha sobre a desigualdade salarial e desafios enfrentados pelas mulheres na medicina
Afya lança campanha sobre a desigualdade salarial e desafios enfrentados pelas mulheres na medicina

No mês de março, em uma iniciativa que ganha ainda mais relevância durante o Mês das Mulheres, a Afya, maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, lançou uma campanha que traz à tona uma realidade preocupante: as médicas brasileiras recebem, em média, 23% a menos que seus colegas homens. A Pesquisa Salarial do Médico, realizada pelo Research Center da Afya, revela que a diferença salarial se deve principalmente à menor quantidade de horas trabalhadas pelas mulheres (47,4 horas semanais, contra 54,3 horas dos homens), além da discrepância no valor da hora trabalhada, com uma defasagem de R$ 48.

O estudo revela ainda que a desigualdade salarial é um reflexo de uma série de fatores, como a jornada dupla das mulheres, que precisam equilibrar suas responsabilidades familiares com a profissão, especialmente as que são mães. As médicas, por exemplo, dedicam-se menos à prática profissional quando têm filhos, o que muitas vezes limita seu desenvolvimento na carreira. A pesquisa também revela que mulheres médicas enfrentam discriminação no ambiente de trabalho, com frases preconceituosas como "cirurgia não é para você" e "ter filhos vai atrapalhar sua carreira".

Com isso, a Afya lança a campanha "O peso da desigualdade", com o objetivo de estimular uma reflexão sobre a desigualdade de gênero dentro da medicina, destacando como a falta de equidade afeta diretamente o avanço de mulheres em áreas de alta complexidade e cargos de liderança. Como parte da campanha, a Afya desenvolveu um experimento social, que será disponibilizado em vídeo nas redes sociais da empresa, para ilustrar o impacto negativo dessas atitudes discriminatórias no futuro profissional das médicas.

O estudo também apontou que a diferença salarial persiste mesmo entre médicos com a mesma formação, especialização e idade, especialmente nas especialidades de maior remuneração. Além disso, o Norte e o Nordeste são as regiões onde a disparidade salarial é mais acentuada, com uma diferença superior a 22%.

Com o intuito de promover a equidade e incentivar a independência profissional das médicas, a Afya oferece dois cursos online gratuitos para médicas e alunas de medicina: "Finanças Equilibradas", com o objetivo de impulsionar a autonomia financeira, e "Introdução à Inteligência Artificial para Médicos", que busca ampliar os conhecimentos sobre inovação no setor da saúde.

Com o lançamento dessa campanha e a oferta de cursos voltados ao fortalecimento da carreira das médicas, a Afya reafirma seu compromisso com a valorização da mulher na medicina e o combate à desigualdade de gênero no setor.

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