Policial • 12:12h • 18 de setembro de 2026
Mulheres de Marília passam a ter uma porta aberta 24 horas para denunciar violência
Cidade está entre as unidades escolhidas para ampliar o funcionamento em setembro; até o fim do ano, São Paulo pretende chegar a 58 DDMs com atendimento ininterrupto
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SSP-SP | Foto: Divulgação
Mulheres de Marília passam a contar com atendimento especializado da Delegacia de Defesa da Mulher durante 24 horas por dia, após a inclusão da cidade na expansão promovida pelo Governo de São Paulo neste mês de setembro. A medida integra um plano da Polícia Civil para elevar de 18 para 58 o número de DDMs com funcionamento ininterrupto no Estado até o fim de 2026.
A definição das unidades que recebem o horário ampliado considera critérios como volume de registros de violência contra a mulher, densidade demográfica e necessidades identificadas em cada região. Além de Marília, a expansão de setembro contempla Jacareí, Matão, Monte Aprazível, Botucatu, Itapetininga, Birigui e Diadema. Registro terá o serviço 24 horas a partir do dia 30.
Com as ampliações previstas, 35 das 144 Delegacias de Defesa da Mulher do Estado deverão funcionar 24 horas até o fim de setembro. A meta é chegar a 58 unidades até dezembro, crescimento de aproximadamente 222% em relação às 18 existentes em julho.
Atendimento especializado também durante a madrugada
A mudança permite que mulheres procurem diretamente uma DDM em qualquer horário nas cidades contempladas, inclusive à noite, de madrugada, aos fins de semana e feriados.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a expansão exige adequações nas estruturas e organização das equipes para assegurar o funcionamento permanente. O Estado informa que as DDMs físicas especializadas contam atualmente com mais de 1,6 mil policiais.
Além das unidades presenciais, o registro também pode ser realizado pelos canais digitais da DDM Online e pelo aplicativo SP Mulher Segura. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Mais de 12,7 mil agressores foram presos em oito meses
Dados divulgados pelo Governo de São Paulo mostram que mais de 12,7 mil agressores foram presos por violência doméstica entre janeiro e agosto de 2026, número 26,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A rede estadual inclui ainda 11 Cabines Lilás nos Centros de Operações da Polícia Militar, a Patrulha SP Mulher Segura e Salas Lilás nos Institutos Médico-Legais. Atualmente, 306 agressores são monitorados por tornozeleira eletrônica.
Desde sua implantação, as Cabines Lilás acumularam mais de 36,6 mil atendimentos e, segundo o Estado, contribuíram para 157 prisões em flagrante relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas.
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