Saúde • 11:39h • 04 de janeiro de 2026
Mulheres acima de 80 anos são maioria entre beneficiários de planos de saúde no Brasil
Levantamento mostra que, na faixa etária mais avançada, há quase o dobro de mulheres com cobertura de saúde suplementar; Sudeste concentra os maiores índices
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Brantta Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Os brasileiros com 80 anos ou mais apresentam um recorte marcante no acesso aos planos de saúde no país. Dados consolidados até setembro de 2025 indicam que, nessa faixa etária, as mulheres são quase o dobro dos homens entre os beneficiários da saúde suplementar, refletindo diferenças de comportamento preventivo, longevidade e acesso ao sistema de proteção privada.
Atualmente, o Brasil tem 4,6 milhões de pessoas com 80 anos ou mais, sendo 61% mulheres e 39% homens. Desse total, cerca de 1,5 milhão possui plano de saúde. Entre os beneficiários octogenários, são aproximadamente 956 mil mulheres, contra 485 mil homens, o que representa 66,3% de cobertura feminina e 33,7% masculina nessa faixa etária.
No conjunto total da saúde suplementar, as mulheres também predominam. Elas somam 28 milhões de beneficiárias, o equivalente a 53% dos 53 milhões de brasileiros que pagam por planos de saúde no país.
Especialistas apontam que esse desequilíbrio traz impactos diretos para o planejamento do sistema de saúde e da assistência social. A população idosa brasileira tende a ser majoritariamente feminina, muitas vezes com redes de apoio mais restritas, o que exige políticas públicas e modelos de cuidado mais atentos às especificidades desse grupo.
O comportamento preventivo das mulheres ao longo da vida é apontado como um dos fatores centrais para a maior longevidade e maior presença nos planos de saúde. Esse perfil tem levado a saúde suplementar a investir em programas específicos de acompanhamento, prevenção e cuidado continuado voltados ao público feminino idoso.
O envelhecimento da população brasileira ocorre em um contexto de desigualdades regionais, de gênero e de renda, o que amplia o desafio de garantir sustentabilidade ao sistema. A alta demanda por serviços médicos entre os idosos pressiona custos e reforça a necessidade de planejamento de longo prazo.
Sudeste concentra maior cobertura
A distribuição regional dos beneficiários revela forte concentração no Sudeste, que lidera os índices de cobertura entre idosos. Entre os brasileiros com 80 anos ou mais, o Rio de Janeiro registra 1,4% de cobertura, seguido por São Paulo, com 1,2%.
Na outra ponta, os menores índices aparecem no Norte, especialmente em Roraima e Tocantins, ambos com 0,1% de cobertura entre octogenários. Regionalmente, o Norte apresenta a pior taxa média, com 0,2%, seguido pelo Nordeste, com 0,3%, evidenciando desigualdades no acesso à saúde suplementar.
Distribuição por faixa etária
Os dados mostram que a predominância feminina se mantém em todas as faixas etárias acima dos 65 anos:
- 80 anos ou mais: 956.047 mulheres (66,3%) e 485.570 homens (33,7%)
- 75 a 79 anos: 667.935 mulheres (61,3%) e 421.886 homens (38,7%)
- 70 a 74 anos: 880.499 mulheres (59,3%) e 604.773 homens (40,7%)
- 65 a 69 anos: 1.043.824 mulheres (57,3%) e 778.355 homens (42,7%)
O cenário reforça a necessidade de repensar o cuidado com a população idosa no Brasil, considerando o peso crescente das mulheres mais longevas na estrutura demográfica e no uso dos serviços de saúde.
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