Educação • 14:04h • 11 de janeiro de 2026
Muito além da caligrafia: o papel da letra cursiva na aprendizagem e na memória
Em meio ao avanço das telas, especialistas alertam que abandonar a escrita cursiva pode comprometer memória, coordenação motora e autonomia das crianças
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Dr Comunicação | Foto: Divulgação
Com a volta às aulas, um tema tradicional, mas cada vez mais atual, volta a mobilizar famílias, educadores e especialistas em educação: o papel da letra cursiva no desenvolvimento infantil. Em um ambiente escolar cada vez mais digital, a discussão vai além da estética da escrita e toca diretamente em aspectos cognitivos, motores e emocionais das crianças.
Pesquisas em neurociência indicam que escrever à mão, especialmente em letra cursiva, ativa áreas do cérebro ligadas à memória, à atenção e à organização do pensamento. Diferentemente da digitação, o gesto contínuo da escrita exige coordenação motora fina, planejamento e controle, habilidades fundamentais nos primeiros anos de alfabetização.
Segundo a especialista em Ensino e Educação e diretora pedagógica do Colégio Joseense, Rogéria Sprone, a cursiva não é um detalhe pedagógico, mas parte estrutural do aprendizado. “A letra cursiva desenvolve a coordenação motora fina e estimula áreas cerebrais cruciais para a aprendizagem e a memória. Escrever à mão cria conexões que as telas não substituem. A cursiva é fundamental no processo de alfabetização”, afirma.
Cognição e autonomia
Além do impacto cognitivo, a escrita cursiva também contribui para a autonomia do aluno. O movimento fluido entre as letras favorece um ritmo mais natural de escrita, melhora a legibilidade e ajuda a criança a expressar ideias com mais clareza, reduzindo frustrações comuns no início da vida escolar.
Ampliação do repertório de leitura
Ao dominar diferentes formas gráficas das letras, a criança se torna mais preparada para interpretar textos variados, desde livros didáticos até documentos do cotidiano. “Esse contato com diferentes estilos gráficos facilita a compreensão da leitura e fortalece o processo de alfabetização. A criança passa a reconhecer padrões, fazer associações e ganhar segurança na escrita”, complementa Rogéria.
Em um contexto de retorno à rotina escolar, o debate sobre a letra cursiva ganha ainda mais importância. Especialistas defendem que tecnologia e escrita manual não devem ser vistas como opostas, mas complementares. O desafio está em equilibrar o uso de ferramentas digitais com práticas pedagógicas que preservem habilidades essenciais ao desenvolvimento humano.
Valorizar a escrita cursiva, especialmente nos primeiros anos escolares, é investir na formação integral das crianças. Em meio a telas, aplicativos e conteúdos digitais, o simples ato de escrever à mão segue sendo uma ferramenta poderosa para estimular concentração, criatividade e expressão individual, competências que acompanham o aluno por toda a vida.
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