Saúde • 15:21h • 16 de janeiro de 2026
Música impulsiona desenvolvimento social e cognitivo na infância
Projetos educacionais que usam canções e narrativas colaborativas mostram ganhos em criatividade, linguagem e interação entre crianças
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Betini Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A presença da música no cotidiano escolar tem se consolidado como uma aliada importante no desenvolvimento social, cognitivo e emocional das crianças. Um estudo da University of the Arts indica que alunos expostos a ambientes musicais ativos apresentam maior capacidade de concentração, melhor adaptação social e emoções mais positivas já nos primeiros anos de escolarização.
Em países como a Finlândia, a música é parte estruturante do currículo, sendo disciplina obrigatória do 1º ao 9º ano em todas as escolas. No Brasil, iniciativas pedagógicas vêm incorporando essa abordagem ao integrar música, linguagem, tecnologia e trabalho coletivo em sala de aula.
Um exemplo é o projeto De Criança Para Criança (DCPC – By Kids to Kids), que utiliza canções como ponto de partida para narrativas colaborativas. A metodologia, chamada Criando Juntos, propõe rodas de conversa nas quais os alunos constroem histórias em grupo, produzem desenhos e gravam locuções, unindo diferentes formas de expressão ao uso de ferramentas digitais.
Segundo Vitor Azambuja, especialista em educação e criação e um dos idealizadores do projeto, a proposta vai além do ensino tradicional. “A integração entre comunicação, tecnologia e metodologia educacional estimula o aprendizado e, ao mesmo tempo, prepara as crianças para competências exigidas no futuro, como o domínio de ferramentas digitais”, afirma.
Um dos resultados desse trabalho é a animação Dengue, aqui não, desenvolvida a partir de desenhos produzidos por alunos do 3º ano da Escola Municipal Dom Ildefonso Stehle. A produção aborda um tema de saúde pública e envolve múltiplas linguagens, com a música funcionando como elemento de coesão narrativa e engajamento coletivo.
Experiência internacional
A música também foi o eixo central de projetos realizados pelo DCPC em escolas primárias da Finlândia. Nesses casos, os estudantes criaram animações a partir de canções já conhecidas no ambiente escolar, transformando melodias em histórias visuais construídas em grupo.
A iniciativa seguiu a abordagem finlandesa de aprendizagem baseada em fenômenos, que integra diferentes disciplinas em torno de um mesmo tema. Durante o horário regular de aula, as turmas dedicaram entre cinco e dez horas ao desenvolvimento de roteiros, ilustrações e narrações, refletindo sobre o significado das letras e o contexto das composições.
Para atender às normas locais de proteção de dados, as vozes utilizadas nas animações foram geradas por inteligência artificial, preservando a identidade das crianças. Professores envolvidos relataram facilidade no uso da plataforma e alto nível de engajamento dos alunos ao longo das atividades.
De acordo com Gilberto Barroso, CEO do DCPC e responsável pela operação europeia, o projeto dialoga com a tradição pedagógica finlandesa ao transformar a música em uma ferramenta de construção coletiva do conhecimento. “Enquanto desenham, narram e acompanham suas criações ganharem vida, os alunos desenvolvem criatividade, compreensão de linguagem, ritmo, trabalho em equipe, empatia e competências digitais, além de fortalecer o sentimento de pertencimento”, explica.
A experiência reforça o papel da música não apenas como expressão artística, mas como recurso pedagógico capaz de integrar conteúdos, estimular habilidades sociais e ampliar o envolvimento das crianças com o processo de aprendizagem desde a infância.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita