Cultura e Entretenimento • 12:05h • 20 de setembro de 2026
Música e solidariedade unem Assis pela luta de Filipe por um tratamento de mais de R$ 12 milhões
Mesmo com chuva ao longo do sábado, público prestigiou o 1º Festival A Música nos Une na Praça da Bandeira e ajudou a ampliar a visibilidade da campanha de Filipe Baptista
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Âncora1®
Assis deu mais um passo na mobilização por Filipe Baptista no sábado (19). O 1º Festival A Música nos Une, realizado a partir das 15h na Praça da Bandeira, reuniu artistas, dança, gastronomia e público em torno da campanha pela criança de Paraguaçu Paulista que tem distrofia muscular de Duchenne e busca acesso ao Elevidys, terapia de dose única cujo custo ultrapassa R$ 12 milhões. O tempo mudou ao longo do dia e a chuva apareceu em alguns momentos, mas a estrutura coberta permitiu a continuidade da programação até a noite.
O sábado começou com sol, mas foi marcado pela instabilidade e teve períodos de chuva, inclusive mais intensa. Ainda assim, moradores compareceram ao espaço para acompanhar as atrações e colaborar com uma mobilização preparada havia semanas para transformar música e entretenimento em apoio à família.
A programação começou com André Luís, com repertório de MPB e pop, e teve apresentações de dança ao longo da tarde. Também passaram pelo festival Rold's, com MPB e samba, Projeto Funkenstein, com black soul, Jhoony Crazy, com rock, e Nicolas Nunes, encerrando a programação musical com sertanejo.
Além dos shows, o evento teve praça de alimentação, food trucks e chopp. A entrada foi gratuita e a mobilização arrecadou recursos para a causa de Filipe. Durante o festival, o público também pôde conhecer outras maneiras de colaborar com a campanha.

Assis ajudou Filipe a furar mais uma bolha
O resultado do sábado não se mede apenas pelo público que passou pela Praça da Bandeira. Para uma campanha que precisa alcançar uma quantia superior a R$ 12 milhões, visibilidade também se transforma em uma forma de ajuda. Cada pessoa que conhece Filipe pode apresentar sua história a outras, compartilhar uma publicação ou fazer uma contribuição.
Neste sábado, essa história conseguiu furar um pouco mais a bolha. Saiu de Paraguaçu Paulista, ganhou uma mobilização própria em Assis e colocou artistas, comerciantes e moradores da cidade em torno de uma mesma causa. Agora, o desafio é fazer esse movimento continuar avançando para outras cidades e, principalmente, alcançar muito mais pessoas pelas redes sociais.
A dimensão financeira explica por que isso é tão importante. Pouquíssimas famílias teriam condições de desembolsar mais de R$ 12 milhões para uma única dose de um medicamento. Quando o valor necessário é dessa magnitude, a campanha depende de escala. R$ 0,99 ou R$ 1 podem parecer pouco individualmente, mas deixam de ser pouco quando milhares ou milhões de pessoas decidem participar.

Filipe também corre contra o tempo
Filipe tem distrofia muscular de Duchenne, doença genética progressiva que provoca perda de força e comprometimento muscular. A família busca recursos para que ele possa ter acesso ao Elevidys, terapia gênica administrada em dose única e destinada a pacientes que atendam aos critérios estabelecidos para o tratamento.
A campanha também enfrenta a questão do tempo, já que a elegibilidade para a terapia envolve critérios clínicos e de idade. No Brasil, a Roche solicitou a retirada do registro do Elevidys, enquanto o medicamento continua sendo utilizado em outros países. Para a família, permanece a busca por uma possibilidade de tratamento que possa oferecer novas perspectivas a Filipe.
Uma das ações em andamento é uma rifa de R$ 0,99, que sorteará uma motocicleta e busca transformar pequenas contribuições em recursos para a campanha.

A história precisa continuar circulando
Encerrado o festival, o principal palco da mobilização volta a ser a internet. O perfil @SalveoFilipe reúne informações sobre Filipe, atualizações da família e maneiras de colaborar. Compartilhar as publicações e utilizar #SalveoFilipe também ajuda a colocar a história diante de pessoas que ainda não a conhecem.
O Âncora1 mantém suas portas abertas à família e à campanha para divulgar informações e iniciativas que possam ampliar esse alcance. O festival terminou na noite de sábado, mas a mobilização por Filipe continua.
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