Mundo • 09:32h • 01 de março de 2026
Mpox: exame disponível em 14 estados detecta nova variante do vírus
Caso confirmado no RS e 88 notificações no país reforçam vigilância; teste por RT-PCR identifica variante 1b
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Divulgação
A confirmação recente de um caso de Mpox em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ampliou o alerta sobre a possível circulação do vírus no país. Até o momento, são 88 casos notificados no Brasil, sendo 62 no estado de São Paulo. Diante do cenário, o exame RT-PCR Mpox, capaz de detectar a nova variante 1b, está disponível em 14 estados para apoio ao diagnóstico.
No estado de São Paulo, os pacientes confirmados foram notificados em cidades como Araraquara, Bauru, São Paulo capital, Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Presidente Prudente, Santos, Taubaté, Osasco, Piracicaba, Franco da Rocha, Jales, Mogi das Cruzes, Santo André, São João da Boa Vista e Caraguatatuba.
Diagnóstico por biologia molecular
O teste RT-PCR Mpox é realizado a partir de amostras coletadas com swab em lesões cutâneas ou mucosas com aspecto de vesículas, úlceras ou crostas. O exame pode ser agendado, já que pacientes com suspeita devem permanecer em isolamento.
Segundo o laboratório responsável, análises de bioinformática confirmaram que o teste é capaz de identificar a variante 1b do vírus MPXV.
Transmissão e sintomas
A transmissão ocorre por contato direto com pessoa infectada, materiais contaminados ou animais silvestres, especialmente roedores. A higiene frequente das mãos e o isolamento ao surgirem sintomas são medidas recomendadas para reduzir a disseminação.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os principais sintomas incluem erupções cutâneas agudas, febre acima de 38,5ºC, dor de cabeça, linfonodos inchados, dores musculares, dor nas costas, fraqueza e calafrios.
O período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. A transmissão ocorre desde o início dos sintomas até a completa cicatrização das lesões.
Protocolo de isolamento
O Ministério da Saúde recomenda isolamento por 21 dias para casos confirmados. A doença costuma ser autolimitada, desaparecendo de forma espontânea, mas requer acompanhamento clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, principalmente em crianças, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
O monitoramento dos casos segue como prioridade sanitária, com reforço na vigilância epidemiológica e na capacidade diagnóstica em diferentes regiões do país.
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