Saúde • 15:50h • 15 de fevereiro de 2026
Mounjaro melhora o sono? Entenda a relação entre perda de peso e apneia
Especialista alerta que medicamento com tirzepatida pode auxiliar no emagrecimento, mas não substitui tratamento específico para distúrbios do sono
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa NR7 | Foto: Divulgação
Com a proximidade do verão e a intensificação da busca por emagrecimento, medicamentos à base de tirzepatida, como o Mounjaro, passaram a ocupar espaço nas discussões sobre saúde e estética. Nesse cenário, surge a dúvida sobre possíveis impactos no sono, especialmente em relação à apneia, condição frequentemente associada ao excesso de peso. Especialistas esclarecem que, embora a redução de peso possa contribuir para melhora do quadro em alguns pacientes, o medicamento não trata diretamente o distúrbio.
A apneia do sono é caracterizada por pausas repetidas na respiração durante o descanso noturno, comprometendo a oxigenação do organismo e a qualidade do sono. O excesso de peso figura entre os principais fatores de risco, pois o acúmulo de gordura na região do pescoço e do abdômen pode favorecer o colapso das vias aéreas durante o sono. Por esse motivo, o emagrecimento costuma integrar estratégias terapêuticas em parte dos casos.
De acordo com Sara Giampá, educadora física e pesquisadora científica da Biologix, medicamentos como a tirzepatida podem auxiliar na redução do peso corporal ao atuar no controle do apetite e no metabolismo. Ela explica que a diminuição de peso pode reduzir a gravidade da apneia em alguns pacientes, mas não configura tratamento específico para o distúrbio.
A especialista ressalta que a apneia do sono exige diagnóstico clínico adequado e, quando indicado, uso de dispositivos como o CPAP ou outras abordagens terapêuticas. Segundo ela, o medicamento pode integrar um plano de cuidado mais amplo, desde que com acompanhamento médico.
Outro ponto destacado é que nem todas as pessoas com apneia apresentam excesso de peso, assim como o emagrecimento não elimina automaticamente o problema. A avaliação individualizada, com exames como a polissonografia, é considerada fundamental para definir a conduta adequada.
Sara Giampá também alerta para o uso indiscriminado de medicamentos com foco exclusivamente estético. Ela observa que a apneia do sono está associada a riscos cardiovasculares, metabólicos e cognitivos, e que qualquer estratégia deve priorizar a saúde global do paciente.
A relação entre peso corporal e qualidade do sono existe, mas a decisão sobre tratamento deve considerar diagnóstico preciso, acompanhamento contínuo e abordagem multidisciplinar.
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