Mundo • 13:37h • 11 de janeiro de 2026
Moda 2026 sob nova lógica: eficiência, propósito e gestão definem quem sobrevive no setor têxtil
Automação, reforma tributária e mudança no comportamento do consumidor pressionam confecções a rever modelo de negócio, comunicação e operação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Tamer Comunicação | Foto: Divulgação
O setor têxtil brasileiro entra em 2026 diante de um ponto de inflexão. A combinação entre automação, inteligência artificial, reforma tributária e um consumidor cada vez mais exigente em relação a propósito e transparência impõe um redesenho profundo dos modelos tradicionais de confecção e moda. Produzir bem já não basta. Será preciso comunicar melhor, gerir pessoas com mais estratégia e operar com visão integrada de canais e mercado.
Para Eduardo Cristian, fundador da Costurando Sucesso, empresa especializada em gestão do conhecimento para negócios de confecção, 2026 marca o início de um novo ciclo no setor. Um ciclo menos baseado em volume e mais sustentado por identidade, eficiência e relacionamento com o consumidor.
“As empresas que vão prosperar são aquelas que conseguem equilibrar produtividade com fortalecimento de marca. Modelos que dependem apenas de escala e preço tendem a perder espaço. O mercado está migrando para quem tem processos estruturados, identidade clara e conexão real com o público”, analisa.
Essa mudança acompanha uma transformação no comportamento de consumo. O cliente de moda deixou de buscar apenas preço ou tendência. Ele quer identificação, pertencimento e coerência entre discurso e prática. Nesse contexto, comunicação, cultura interna e posicionamento estratégico tornam-se ativos tão importantes quanto o produto final.
A seguir, as principais tendências que devem redefinir o setor têxtil brasileiro em 2026, segundo a Costurando Sucesso.
Comunicação transparente vira diferencial competitivo
Transparência deixa de ser discurso e passa a ser critério de escolha. Marcas que comunicam com clareza seus processos produtivos, práticas ambientais e decisões estratégicas ganham vantagem competitiva. Sustentabilidade, produção sob demanda e responsabilidade social só geram valor quando são bem explicadas e integradas à narrativa da marca.
Omnichannel deixa de ser opção e vira desafio estrutural
Estar presente em múltiplos canais já não é novidade. O desafio está em manter consistência entre loja física, e-commerce, marketplaces e redes sociais. Rupturas de linguagem, preço ou posicionamento enfraquecem a marca. Isso exige equipes internas mais preparadas e processos bem definidos para sustentar a mesma essência em todos os pontos de contato.
Valorização da mão de obra se consolida como ativo reputacional
A gestão de pessoas passa a influenciar diretamente a percepção de marca. Clima organizacional, práticas reais de ESG e valorização do trabalho deixam de ser temas internos e passam a impactar vendas, reputação e atração de talentos. Empresas que cuidam genuinamente de suas equipes constroem marcas mais fortes e resilientes.
Nesse cenário, o conceito de aprendizado contínuo se torna indispensável. Capacitar lideranças e times não é custo, é estratégia para aumentar eficiência, reduzir desperdícios e estimular inovação.
Hipersegmentação substitui o modelo generalista
Em um país diverso como o Brasil, marcas genéricas perdem força. O crescimento passa pela definição clara de nichos específicos. Quanto mais bem delimitado o público, mais assertiva se torna a comunicação, o produto e a experiência. A hipersegmentação permite margens melhores e fidelização mais sólida.
Storytelling passa a criar valor e novas categorias
Narrativas fortes deixam de ser complemento e passam a impulsionar produtos. Histórias bem construídas sobre matéria-prima, tecnologia, design ou propósito agregam valor percebido e podem até criar novas categorias, como já ocorreu com peças associadas à performance, tecnologia ou conforto extremo.
Visão internacional se torna ferramenta estratégica
Acompanhar o mercado externo deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade. Observar tendências globais, modelos de gestão e inovação permite antecipar movimentos, evitar decisões atrasadas e manter o negócio competitivo em um mercado cada vez mais integrado.
Reforma tributária entra no radar estratégico
A entrada em vigor da reforma tributária em 1º de janeiro de 2026 coloca pressão adicional sobre o setor têxtil. O impacto sobre preços, margens e estrutura de custos exigirá atenção constante às normas complementares e orientação técnica especializada. Empresas que se anteciparem terão vantagem competitiva na adaptação ao novo sistema.
Para Eduardo Cristian, a mensagem que fica é a de que 2026 não será um ano de ajustes pontuais, mas de decisões estruturais. “O setor têxtil entra em um ciclo onde gestão, comunicação e pessoas pesam tanto quanto a costura. Quem entender isso agora sai na frente”, conclui.
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