Saúde • 11:03h • 28 de abril de 2026
Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa
Países que sediam evento enfrentam surtos ativos da doença
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Ministério da Saúde alertou para o risco de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil devido ao aumento do fluxo de viajantes para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México — países que atualmente enfrentam surtos da doença.
Segundo a pasta, o cenário nas Américas é de alta transmissibilidade, com muitos brasileiros viajando para regiões com circulação ativa do vírus. Isso eleva a possibilidade de que pessoas infectadas retornem ao país ou que estrangeiros tragam a doença, o que pode comprometer o controle do sarampo no Brasil.
Diante disso, o ministério reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção, tanto para viajantes quanto para a população em geral. A recomendação é que todos verifiquem a caderneta de vacinação e garantam a imunização antes de viajar, já que a vacina leva cerca de 15 dias para garantir proteção adequada.
Também é orientado que, ao retornar ao Brasil, qualquer pessoa que apresente sintomas como febre e manchas vermelhas na pele procure imediatamente um serviço de saúde e informe o histórico de viagem.
A Copa do Mundo de 2026, prevista para ocorrer entre junho e julho, deve reunir milhões de pessoas de diferentes países, o que aumenta o risco de disseminação de doenças infecciosas devido à grande circulação internacional.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por gotículas respiratórias, como tosse, espirro ou fala. O vírus pode se espalhar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.
Dados recentes apontam que a doença segue em circulação global, com centenas de milhares de casos registrados em 2025. Nas Américas, houve aumento significativo, especialmente nos países que sediarão o Mundial. O Canadá, por exemplo, perdeu o status de país livre do sarampo após registrar milhares de casos. O México e os Estados Unidos também apresentam números elevados e transmissão ativa.
Apesar desse cenário, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, conquistado em 2024. Ainda assim, o risco de novos casos é considerado alto, principalmente devido à presença de pessoas não vacinadas e à circulação internacional do vírus.
Em 2025, a maioria dos casos confirmados no país ocorreu em pessoas sem histórico de vacinação, o que reforça a importância da imunização. Em 2026, até março, também foram confirmados casos importados em pessoas não vacinadas.
A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde por meio das vacinas tríplice viral e tetraviral. A cobertura vacinal no país tem avançado, mas ainda não atingiu níveis ideais em todas as regiões, o que mantém bolsões de pessoas suscetíveis à doença.
Para viajantes, as orientações variam conforme a idade, mas incluem iniciar ou completar o esquema vacinal com antecedência. Mesmo fora do prazo ideal, a recomendação é tomar ao menos uma dose antes da viagem.
Especialistas destacam que o risco de reintrodução do sarampo é real, especialmente em um momento de grande circulação internacional. A manutenção da alta cobertura vacinal e a vigilância ativa são fundamentais para evitar surtos e preservar o controle da doença no país.
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