Saúde • 07:22h • 08 de setembro de 2026
Metade das 200 mil paradas cardíacas anuais no Brasil acontece fora dos hospitais
Sem atendimento adequado, chance de sobrevivência pode cair entre 7% e 10% a cada minuto; reconhecer os sinais e iniciar compressões rapidamente pode fazer diferença
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Cerca de 200 mil casos de parada cardiorrespiratória são registrados por ano no Brasil e metade acontece fora do ambiente hospitalar, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diante de uma pessoa que perde subitamente a consciência, não responde a estímulos e não apresenta respiração normal, reconhecer a emergência e acionar rapidamente o Samu pelo 192 pode ser decisivo.
O tempo é um dos principais fatores nessas ocorrências. A cada minuto sem atendimento adequado, as chances de sobrevivência podem cair entre 7% e 10%. Quando o coração deixa de bombear sangue de maneira eficiente, o cérebro e outros órgãos vitais deixam de receber oxigênio adequadamente, com risco de danos irreversíveis em poucos minutos.
A parada cardíaca pode provocar colapso súbito, perda de consciência e ausência de respiração normal ou presença de respiração irregular. Ao identificar esses sinais e perceber que a pessoa não responde, a orientação é chamar imediatamente o atendimento de emergência.
O que fazer enquanto o Samu não chega
Após acionar o 192, a orientação é iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP). As compressões devem ser realizadas no centro do tórax, de maneira forte e rápida, com o objetivo de manter a circulação do sangue até a chegada da equipe de emergência ou a recuperação da vítima.
Mesmo quem não possui treinamento avançado pode ajudar realizando as compressões torácicas. O receio de agir ainda é apontado como uma barreira nesses casos, embora a assistência nos primeiros minutos possa aumentar as possibilidades de sobrevivência.
Quando disponível, o desfibrilador externo automático (DEA) também pode fazer parte do atendimento. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e orienta o usuário sobre a necessidade de aplicação de um choque, recurso importante quando a parada está relacionada a determinados tipos de arritmia.
Desfibriladores já estão presentes em espaços de grande circulação
Aeroportos, shopping centers, estádios, academias e outros locais com grande circulação de pessoas estão entre os ambientes que podem contar com desfibriladores para emergências. O acesso rápido ao equipamento reduz o intervalo até uma possível desfibrilação enquanto o atendimento especializado é acionado.
No Brasil, legislações estaduais e municipais estabelecem a presença desses equipamentos em determinados tipos de estabelecimentos. O preparo das equipes que trabalham nesses espaços e o conhecimento de primeiros socorros também fazem parte das medidas voltadas à resposta rápida.
Prevenção começa antes de uma emergência
Hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e obesidade estão entre os fatores associados ao risco cardiovascular. Atividade física regular, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial, abandono do cigarro e acompanhamento periódico da saúde ajudam na prevenção de complicações.
Dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura e desmaios também merecem atenção, principalmente entre pessoas com histórico de doenças cardiovasculares. O Ministério da Saúde aponta as doenças cardiovasculares entre as principais causas de morte no país.
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