Educação • 09:31h • 21 de fevereiro de 2026
Meta do PNE projeta avanço do ensino integral na próxima década
Meta do novo Plano Nacional de Educação amplia jornada escolar e coloca infraestrutura, formação docente e desigualdade no centro da discussão
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Emes Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A ampliação do ensino integral deve marcar a próxima década da educação brasileira. Prevista como uma das metas centrais do novo Plano Nacional de Educação, PNE, em tramitação no Congresso, a proposta prevê expansão significativa da jornada escolar até 2036. O avanço, no entanto, levanta uma questão decisiva: o país tem estrutura para crescer com qualidade?
A meta não se limita a manter o aluno mais tempo na escola. O modelo de educação integral propõe ampliar o desenvolvimento acadêmico e também socioemocional, incorporando cultura, esporte, tecnologia e construção de projeto de vida. Experiências já implementadas em redes estaduais indicam impacto positivo na permanência dos estudantes e na redução da evasão.
O desafio está na escala. Dobrar a oferta de ensino integral implica investimentos contínuos em infraestrutura, alimentação escolar, espaços adequados, formação de professores e ampliação de equipes pedagógicas. Sem financiamento consistente e planejamento de longo prazo, a expansão pode se tornar apenas aumento de carga horária sem transformação efetiva.
Além da estrutura física, há o debate pedagógico. A ampliação da jornada cria oportunidade para desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia e colaboração, habilidades cada vez mais associadas ao mundo do trabalho e às transformações digitais. A questão é como integrar esses conteúdos de forma estruturada ao currículo.
Outro ponto central é o impacto social. O ensino integral é apontado como instrumento de redução de desigualdades, ao ampliar o acesso a experiências educacionais e culturais para estudantes de contextos mais vulneráveis. Quando bem implementado, o modelo tende a diminuir lacunas de aprendizagem e fortalecer trajetórias acadêmicas.
Paralelamente, cresce o papel de iniciativas de educação complementar, que reforçam competências técnicas e digitais e ampliam possibilidades formativas fora do currículo tradicional. A integração entre políticas públicas e projetos complementares pode ser determinante para que a expansão não fique restrita ao tempo, mas alcance a qualidade.
Com metas projetadas até 2036, o ensino integral volta ao centro da agenda educacional. A próxima década será decisiva para saber se o Brasil conseguirá transformar expansão em aprendizado real ou se enfrentará gargalos estruturais no caminho.
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