Economia • 20:41h • 27 de janeiro de 2026
Mercado farmacêutico brasileiro acelera e deve atingir US$ 43,9 bilhões em 2026
Alta da demanda hospitalar e avanço dos medicamentos emagrecedores reposicionam a indústria e pressionam logística e regulação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Conteúdo Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O mercado farmacêutico brasileiro deve atingir US$ 43,9 bilhões em 2026, segundo o relatório Tendências Farma 2026, da Mintel. A projeção confirma a expansão contínua do setor, impulsionada não apenas pelo varejo, mas também pelo crescimento das compras institucionais, que devem responder por 41% do volume total, envolvendo hospitais, governos e grandes contratos públicos.
Esse novo desenho do mercado exige mudanças estratégicas profundas. Empresas ligadas à cadeia da saúde precisam antecipar demandas emergenciais, compreender o comportamento do consumo e reforçar o cumprimento das normas regulatórias. O cenário envolve médicos, fabricantes, distribuidores e, de forma decisiva, os operadores logísticos responsáveis por garantir a integridade dos produtos até o destino final.
Segundo Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log, a diversificação dos canais de compra muda completamente a dinâmica do setor. Enquanto hospitais e governos exigem agilidade, capilaridade e rigor regulatório, o varejo amplia a pressão sobre a última milha, especialmente em medicamentos de alto valor agregado.
O avanço do mercado também é corroborado pela IQVIA, que projeta crescimento de 11% nos próximos cinco anos. Entre os fatores estruturais estão o envelhecimento da população, a queda de patentes e a expansão dos medicamentos biológicos, que exigem cuidados específicos de armazenamento e transporte.
Alta dos emagrecedores e compras institucionais
Um dos vetores mais recentes desse crescimento é o segmento de medicamentos à base de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Dados da Mintel apontam que, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a categoria obesidade e diabetes movimentou R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 7,1 bilhões apenas em semaglutida. A expectativa é de nova aceleração com a chegada de variações e o vencimento de patentes, como a do Ozempic, previsto para março de 2026 no Brasil.
Esse movimento amplia a responsabilidade da logística farmacêutica. O aumento do volume de produção e consumo exige serviços cada vez mais personalizados, sobretudo no transporte de medicamentos de prescrição e insumos sensíveis, onde qualquer falha pode comprometer a eficácia do produto.
A expansão do mercado farmacêutico, portanto, não se limita ao crescimento econômico. Ela reposiciona toda a cadeia da saúde, impondo novos padrões de qualidade, rastreabilidade e eficiência, em um cenário no qual a logística deixa de ser suporte e passa a ocupar papel estratégico na segurança sanitária e no acesso da população aos tratamentos.
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