Ciência e Tecnologia • 13:16h • 16 de fevereiro de 2026
Mercado bilionário de biometria chega com força às instituições de ensino
Com 90% dos brasileiros preocupados com violência no ambiente escolar, tecnologia digital integra controle de acesso e comunicação com pais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Ideia Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A tecnologia de biometria tem ganhado espaço nas instituições de ensino como ferramenta estratégica de gestão e prevenção de violência. Segundo pesquisa do Instituto DataSenado, 90% dos brasileiros demonstram preocupação com a segurança nas escolas, cenário que impulsiona investimentos em soluções digitais, incluindo sistemas biométricos para controle de acesso e monitoramento em tempo real.
Com a volta às aulas, o tema da segurança escolar volta ao centro do debate. Em algumas redes, investimentos de até R$ 500 mil em sistemas biométricos já foram anunciados. A proposta é criar uma jornada 100% digital envolvendo alunos, responsáveis e gestores, com registro automatizado de entrada e saída e integração com plataformas administrativas.
O mercado global de biometria também reflete essa tendência. Estimativas da Global Growth Insights indicam que o setor pode alcançar US$ 62,2 bilhões até 2033, impulsionado pela demanda por autenticação segura e proteção de identidade digital. Embora tradicionalmente associada a áreas como saúde, setor financeiro e transporte, a tecnologia passa a ser aplicada com maior frequência no ambiente educacional.
Integração e controle de acesso
De acordo com Leonardo de Assis Araujo, CEO da Biostation, empresa especializada em soluções de identidade digital com autenticação baseada em biometria e inteligência artificial, sistemas como reconhecimento facial e biometria palmar permitem automatizar o controle de acesso e a comunicação com responsáveis.
Ele afirma que a integração dessas modalidades a um sistema central possibilita envio automático de notificações aos pais sobre entrada, saída e comunicados escolares, além de reforçar a confiabilidade na identificação dos alunos.
Além do controle físico, a biometria é apresentada como ferramenta para otimizar a gestão de frequência e reduzir fraudes administrativas. Segundo a empresa, a tecnologia pode ser integrada a plataformas pedagógicas e administrativas, ampliando a rastreabilidade de informações.
Armazenamento e proteção de dados
A Biostation informa que utiliza hardware criptográfico, conhecido como HSM, para armazenamento de dados biométricos, buscando reduzir riscos de vazamento e falhas operacionais. A proposta é reunir múltiplas modalidades, como reconhecimento facial, biometria palmar e digital, em uma plataforma unificada.
Especialistas apontam que, apesar do potencial de eficiência, a adoção da biometria em ambientes escolares exige atenção à legislação de proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados, e transparência na coleta e armazenamento das informações.
Em um cenário de preocupação crescente com a segurança escolar, a biometria surge como alternativa tecnológica para ampliar controle e comunicação. A consolidação desse modelo dependerá da capacidade das instituições de equilibrar proteção física, eficiência administrativa e garantia de privacidade.
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