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Responsabilidade Social • 13:01h • 04 de abril de 2026

Menstruação ainda afasta meninas da escola e impacta futuro profissional no Brasil

Tema tratado como tabu desde a infância expõe desigualdade, falta de acesso e reflexos diretos na educação e no trabalho

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LC Comunicação | Foto: Divulgação

O ciclo invisível: como a menstruação afeta escola, carreira e igualdade
O ciclo invisível: como a menstruação afeta escola, carreira e igualdade

A menstruação, um processo natural do corpo feminino, ainda carrega impactos que vão além da saúde. No Brasil, o tema atravessa a infância, afeta a permanência escolar e chega ao mercado de trabalho como um fator silencioso de desigualdade.

O ponto de partida dessa discussão aparece em experiências individuais, como relata Renata Seldin. Ao observar a reação de uma menina diante da primeira menstruação, marcada por choro e medo, a reflexão se amplia para um cenário coletivo que mistura desinformação, tabu e falta de estrutura.

Durante décadas, a menstruação foi tratada como algo a ser escondido. Expressões indiretas, ausência de diálogo e pouca educação sobre o próprio corpo contribuíram para reforçar uma percepção negativa sobre um processo fisiológico comum.

Esse contexto histórico ainda influencia gerações. Muitas meninas crescem ouvindo relatos negativos sobre cólicas, desconforto e limitações, o que impacta diretamente a forma como encaram a própria menstruação desde cedo.

Mas o problema vai além da cultura. A chamada pobreza menstrual segue como um dos principais desafios no país. A falta de acesso a absorventes, banheiros adequados e itens básicos de higiene afeta diretamente a rotina de estudantes.

Dados indicam que 1 em cada 4 meninas no Brasil já faltou à escola por não ter condições de lidar com a menstruação de forma digna. A consequência é um efeito acumulativo no aprendizado, que pode levar à evasão escolar e limitar oportunidades futuras.

A discussão ganhou força nos últimos anos com a criação de políticas públicas voltadas à dignidade menstrual. A Lei nº 14.214 passou a tratar o tema como questão de saúde pública e direito educacional, prevendo a distribuição de absorventes para populações vulneráveis.

Mesmo assim, os desafios persistem. O custo ao longo da vida com produtos menstruais pode chegar a milhares de reais, e a falta de acesso continua sendo uma realidade para muitas brasileiras.

Os impactos também chegam ao mercado de trabalho. Segundo Renata, o que começa na falta de estrutura e informação se transforma em uma sobrecarga invisível na vida adulta. Muitas mulheres seguem trabalhando mesmo diante de dores, alterações hormonais e queda de energia, sem espaço para reconhecimento dessas condições.

O resultado é um ciclo que se perpetua. A desigualdade que começa na escola se reflete na vida profissional, afetando desempenho, oportunidades e crescimento de carreira.

A discussão sobre menstruação, portanto, ultrapassa a esfera individual. Trata-se de um tema que envolve educação, saúde pública, igualdade de gênero e desenvolvimento social.

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