Economia • 11:17h • 08 de setembro de 2026
Mensalidades escolares podem subir até 11% em 2027 e famílias já precisam calcular o impacto
Pesquisa indica que 80,66% das escolas consultadas projetam reajustes entre 7% e 11%; material, transporte e outras despesas podem ampliar o peso no orçamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
As mensalidades das escolas particulares podem subir entre 7% e 11% em 2027, faixa de reajuste projetada por 80,66% das instituições ouvidas em pesquisa da consultoria Meira Fernandes, especializada em gestão educacional. Com a renovação das matrículas se aproximando, famílias precisam considerar não apenas o novo valor das parcelas, mas o efeito conjunto de gastos com matrícula, material escolar, uniforme, transporte, alimentação e atividades extracurriculares.
O impacto varia conforme o valor atual. Uma mensalidade de R$ 1.000,00, por exemplo, passaria para R$ 1.070,00 com reajuste de 7% ou R$ 1.110,00 se o aumento chegar a 11%. Em 12 mensalidades, a diferença representaria R$ 840,00 ou R$ 1.320,00 a mais, respectivamente, sem considerar outras despesas escolares.
Para Franz Petrucelli, mestre em Administração e professor da Newton Paiva Wyden, esperar o início do ano letivo para avaliar se o novo valor cabe no orçamento reduz o espaço para reorganizar as contas. O cuidado é ainda mais relevante para famílias com dois ou mais filhos, nas quais o aumento se multiplica pelas mensalidades pagas.
Mensalidade é apenas uma parte da conta
A recomendação é levantar o custo total da educação antes de tomar decisões para 2027. Além das parcelas da escola, matrícula, materiais, uniformes, transporte, alimentação e atividades extracurriculares podem sofrer variações e pressionar simultaneamente a renda familiar.
Esse mapeamento permite identificar antecipadamente despesas que podem ser reorganizadas. “O problema não está necessariamente em uma despesa isolada, mas no efeito acumulado de vários reajustes. Quando mensalidade, material, transporte e outras despesas aumentam ao mesmo tempo, o impacto sobre a renda pode ser muito maior do que parece inicialmente”, alerta Petrucelli.
A situação ganha outra dimensão quando há mais de uma criança matriculada. Se duas mensalidades de R$ 1.000,00 fossem reajustadas em 11%, por exemplo, o acréscimo chegaria a R$ 220,00 por mês e R$ 2.640,00 ao longo de 12 parcelas.
Negociar antes da renovação pode ampliar as opções
Conversar antecipadamente com a escola é outra orientação do especialista. Condições de pagamento, eventuais descontos e possibilidades de negociação podem ser avaliados antes da renovação, quando ainda há tempo para comparar alternativas.
Caso o novo valor ultrapasse a capacidade financeira da família, a pesquisa entre instituições pode considerar não somente a mensalidade, mas todos os serviços e custos associados. Essa antecedência também evita que uma eventual mudança de escola seja decidida apenas pela proximidade do início das aulas.
Segundo Petrucelli, antecipar o problema, revisar as despesas e identificar quanto o orçamento comporta reduz o risco de assumir compromissos financeiros sob pressão durante o período de matrículas.
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