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Responsabilidade Social • 15:15h • 22 de maio de 2026

Maternidade atípica: sobrecarga emocional e falta de rede de apoio para famílias de crianças com TEA

Crescimento dos diagnósticos de autismo amplia debate sobre saúde mental, acolhimento e desafios invisíveis enfrentados por mães na rotina de cuidados

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1

Falta de rede de apoio agrava sobrecarga emocional na maternidade atípica
Falta de rede de apoio agrava sobrecarga emocional na maternidade atípica

O avanço dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil vem ampliando o debate sobre maternidade atípica e os impactos emocionais, sociais e financeiros enfrentados por famílias que convivem com neurodivergências. Entre terapias, consultas, adaptações escolares e dificuldades de inclusão, especialistas alertam para a sobrecarga física e emocional concentrada principalmente sobre as mães.

Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, apontam que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA, o equivalente a 1,2% da população. A maior prevalência aparece entre crianças de 5 a 9 anos, faixa etária que concentra os índices mais elevados de diagnóstico.

Por trás desses números, cresce também a realidade de famílias que precisam reorganizar completamente a rotina para acompanhar tratamentos, terapias multidisciplinares e demandas específicas de desenvolvimento.

Segundo Isabella Roque, psicóloga especialista em neurodesenvolvimento da Casa Trilá, unidade do grupo ViV Saúde Mental e Emocional, a maternidade atípica costuma colocar mulheres em estado constante de alerta emocional. “Existe uma sobrecarga muito significativa porque, em muitos casos, essa mãe passa a administrar múltiplas demandas simultaneamente, além de lidar com inseguranças sobre o futuro e barreiras sociais”, explica.

A especialista destaca que o impacto vai além do cuidado direto com a criança. Em muitos casos, mães reduzem atividades profissionais, diminuem o convívio social e deixam a própria saúde mental em segundo plano para conseguir lidar com a rotina.

Capacitismo e isolamento ainda fazem parte da rotina

Entre os desafios mais frequentes relatados pelas famílias estão dificuldades de adaptação em ambientes públicos, mudanças de rotina, crises sensoriais e a falta de compreensão social diante de comportamentos ligados ao espectro autista.

Além da sobrecarga prática, situações de capacitismo ainda aparecem de forma recorrente no cotidiano dessas famílias. Comentários, olhares de julgamento e interpretações equivocadas sobre o comportamento das crianças continuam sendo comuns em espaços públicos e ambientes escolares.

“Em muitos casos, os comportamentos da criança são vistos como falta de limite ou má educação, quando na verdade estão ligados a questões sensoriais, dificuldades de comunicação ou sobrecarga emocional”, afirma Isabella Roque.

Outro ponto central nesse debate é a ausência de rede de apoio. Muitas famílias relatam dificuldade para dividir responsabilidades e encontrar suporte emocional ou prático no dia a dia.

Especialistas alertam que o cuidado contínuo sem períodos de descanso pode gerar esgotamento físico, ansiedade e sofrimento emocional prolongado. Por isso, acompanhamento psicológico e compartilhamento das responsabilidades familiares são considerados fundamentais para preservar o equilíbrio da família.

“A mãe não precisa sustentar tudo sozinha. O cuidado compartilhado é essencial para preservar a saúde emocional da família e também favorecer o desenvolvimento da criança”, destaca Isabella Roque.

Mais visibilidade para uma realidade silenciosa

Nos últimos anos, o termo “maternidade atípica” ganhou mais espaço nas redes sociais, campanhas de conscientização e debates sobre saúde mental, ajudando a ampliar a visibilidade sobre uma realidade que durante muito tempo permaneceu pouco discutida.

Para especialistas, fortalecer o debate público sobre neurodivergência contribui para reduzir estigmas, ampliar a inclusão e estimular políticas de apoio às famílias que convivem com o TEA.

Apesar dos desafios diários, muitas mães relatam que a experiência também provoca transformações profundas na forma de enxergar vínculos, afeto e desenvolvimento humano.

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