Economia • 19:55h • 31 de janeiro de 2026
Marketing digital entra em nova fase e desafia modelo baseado só em mídia paga
Custos crescentes, maior concorrência e mudanças nas plataformas colocam em xeque a dependência exclusiva da mídia paga no marketing digital
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Arquivo/Âncora1
O tráfego pago, por anos uma das principais alavancas de crescimento para empresas e agências, atravessa um momento de revisão estratégica. Apesar do avanço contínuo dos investimentos em publicidade digital no mundo, o aumento do custo por aquisição de clientes e leads tem pressionado margens e levantado questionamentos sobre a real viabilidade de escalar negócios com base quase exclusiva em anúncios pagos em 2026.
Plataformas como Google e Meta seguem concentrando grande parte dos orçamentos de mídia, mas o cenário se tornou mais competitivo e fragmentado. Com mais anunciantes disputando atenção e inventário, o retorno sobre investimento passou a depender não apenas do orçamento disponível, mas da estrutura completa por trás das campanhas, incluindo funil, jornada do cliente, criativos e integração com outros canais.
Especialista em estruturação e performance para negócios digitais, Robson V. Leite acompanha há anos a evolução das estratégias de aquisição e alerta para os riscos de uma escalada baseada apenas em mídia paga. Segundo ele, o crescimento dos custos é consequência direta do amadurecimento do mercado e da intensificação da concorrência. Para o mentor, aumentar investimento sem um modelo sólido tende a gerar desperdício e instabilidade financeira.
Dados de benchmarks globais reforçam o paradoxo atual do setor. Relatórios de mercado indicam que a publicidade digital deve representar mais de 69% de todo o investimento global em mídia, com projeções que apontam gastos acima de US$ 850 bilhões até 2026. Ao mesmo tempo, os custos médios por lead seguem em alta. Estimativas de 2025 apontam um Custo por Lead médio em torno de US$ 84, com o Google Ads registrando cerca de US$ 70 por lead, enquanto plataformas como LinkedIn apresentam valores ainda mais elevados.
Para Robson V. Leite, esse cenário exige uma mudança de mentalidade. Ele destaca que a elevação do custo por aquisição é inevitável em ambientes saturados, e que campanhas sem uma operação bem estruturada tendem a gerar retorno baixo ou inconsistente. A eficiência, segundo o especialista, está cada vez mais ligada à qualidade da estratégia e não apenas à execução técnica dos anúncios.
Outro fator central é a evolução dos algoritmos e das próprias plataformas. A performance das campanhas passou a depender de variáveis como criatividade, segmentação refinada, entendimento profundo do público e coerência ao longo da jornada do consumidor. A simples otimização de lances deixou de ser suficiente para garantir crescimento sustentável no médio e longo prazo.
Diante desse contexto, empresas e agências têm buscado reduzir a dependência exclusiva do tráfego pago, investindo de forma complementar em estratégias como conteúdo orgânico, SEO, construção de comunidades e fortalecimento de canais próprios. A proposta não é abandonar os anúncios, mas reposicioná-los dentro de um ecossistema mais equilibrado de aquisição de demanda.
Em 2026, a escalabilidade tende a ser medida não apenas pelo volume de mídia contratada, mas pela relação entre custo, retorno financeiro e sustentabilidade operacional. Modelos que combinam tráfego pago com estruturas internas robustas e ativos próprios apresentam maior previsibilidade, menos volatilidade e melhores condições para crescimento contínuo em um mercado cada vez mais competitivo.
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