Saúde • 11:18h • 28 de agosto de 2026
Mais de mil médicos especialistas reforçam atendimento no SUS, e 52% atuam no interior
Saúde prorroga atuação de 676 profissionais até fevereiro de 2027 enquanto outros 451 especialistas começam a integrar o programa; novo edital está previsto para dezembro
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Fernando Frazão
O Ministério da Saúde iniciou uma nova etapa do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E), com a continuidade de 676 profissionais nos municípios até fevereiro de 2027 e a chegada de outros 451 especialistas que começaram a se apresentar na última semana. A medida busca manter e ampliar a oferta de atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente fora dos grandes centros, onde estão 52% dos médicos participantes. Um novo edital do programa está previsto para dezembro de 2026.
A permanência dos 676 profissionais foi prevista em extrato de adesão publicado nesta semana pelo Ministério da Saúde. Eles estão vinculados ao edital nº 03/2025 e teriam contratos encerrados em setembro. A prorrogação, entretanto, não ocorre automaticamente.
Para continuar no programa, os médicos precisam cumprir requisitos relacionados ao aprimoramento profissional, desempenho das atividades e regularidade administrativa. Também devem manifestar interesse na permanência e receber a aprovação dos gestores locais.
Interior concentra mais da metade dos especialistas
A distribuição geográfica é um dos principais pontos do programa. Segundo o Ministério da Saúde, 52% dos especialistas atuam em municípios do interior. Em determinadas localidades, esses profissionais chegam a representar 75% da oferta de alguns serviços especializados.
A presença dos médicos busca reduzir uma dificuldade recorrente no acesso ao SUS: a necessidade de deslocamento para outras cidades em busca de consultas, exames e procedimentos que dependem de profissionais especializados. Segundo o secretário adjunto de Gestão do Trabalho, Jerzey Timóteo, avaliações realizadas pelo programa já apontam redução da distância média percorrida pelos pacientes para esse tipo de atendimento.
O programa combina assistência à população com formação profissional. A jornada é de 20 horas semanais, sendo 16 horas destinadas ao atendimento e quatro horas reservadas à formação e educação permanentes em instituições de ensino e saúde. A remuneração pode chegar a R$ 20 mil.
Cerca de 500 anestesiologistas atuam no programa
Entre os profissionais atualmente em atividade estão aproximadamente 500 anestesiologistas. A especialidade é considerada estratégica pelo Ministério da Saúde para ampliar a capacidade de realização de cirurgias pelo SUS.
A pasta também relaciona a presença dos especialistas ao aproveitamento da infraestrutura já existente em determinadas localidades. Mesmo municípios com equipamentos disponíveis podem enfrentar dificuldades para realizar exames e procedimentos quando não há profissionais capacitados para operar os serviços.
Jerzey Timóteo destacou justamente essa relação entre estrutura e recursos humanos: “Com o avanço de nossa infraestrutura, precisamos ter atenção também com a formação de novos profissionais. Percebemos que a distância média percorrida para atendimento especializado diminui por conta disso”.
Menos de 10% deixam o programa
Outro indicador apresentado pelo Ministério da Saúde é a permanência dos participantes. De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, menos de 10% dos especialistas desistem de continuar no programa.
A continuidade dos 676 médicos até fevereiro de 2027 cria uma ponte para a próxima fase do Mais Médicos Especialistas. O Ministério da Saúde prevê publicar um novo edital em dezembro deste ano, mantendo a estratégia de levar profissionais especializados a diferentes regiões e associar o atendimento à formação continuada.
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