• Conheça três pontos turísticos do Paraná para contemplar o nascer do sol
  • Emergência Radioativa: produção da Netflix resgata acidente com césio-137 que marcou o país
  • Economia, serviços, saúde e articulação política marcaram a 3ª semana de março em Assis e região
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 10:41h • 30 de outubro de 2024

Maioria das trabalhadoras domésticas diz já ter enfrentado algum tipo assédio

Pesquisa realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Munícipio de São Paulo mostra que 87,6% das trabalhadoras afirmam terem sido vítimas de violência em algum momento de suas carreiras

Da Redação com informações da CUT | Foto: Canva imagens

Outro diferencial do estudo é que a equipe de pesquisadoras foi formada por trabalhadoras domésticas, que passaram por um processo de formação e empoderamento para conduzir as entrevistas entre seus pares.
Outro diferencial do estudo é que a equipe de pesquisadoras foi formada por trabalhadoras domésticas, que passaram por um processo de formação e empoderamento para conduzir as entrevistas entre seus pares.

Quase 90% das trabalhadoras domésticas do munícipio de São Paulo afirmam que já passaram por alguma situação envolvendo assédio no local de trabalho, seja ela moral, física ou sexual. É o que aponta pesquisa produzida pelo sindicato da categoria (STDMSP) em parceria com o doutor em ciência política e pesquisador Jean François Mayer, da Concordia University, do Canadá.

De acordo com os dados do estudo, 87,6% das trabalhadoras contam terem sido vítimas de violência em algum momento de suas carreiras. A maioria (58,9%), no entanto, diz resolver sozinha - geralmente no confronto verbal – os casos de assédios envolvendo seus patrões ou patroas.

A pesquisa na categoria é inédita e por enquanto só está disponível a primeira etapa do estudo, onde foram entrevistadas 241 trabalhadoras. A etapa seguinte terá uma abrangência maior, com 1.100 domésticas do município paulista, que está em fase de elaboração e trará um aprofundamento sobre os dados de agora.

Outro diferencial do estudo é que a equipe de pesquisadoras foi formada por trabalhadoras domésticas, que passaram por um processo de formação e empoderamento para conduzir as entrevistas entre seus pares.

“Foi um trabalho colaborativo desde a concepção até a tabulação da pesquisa. E ajudei o Sindicato nesse processo, acompanhando e dando treinamento às trabalhadoras que quiseram participar, pois sempre entendemos que ninguém melhor do que elas para falar sobre a situação do trabalho doméstico na cidade de São Paulo”, explica Jean, que utiliza um método de pesquisa etnográfica e de ação participativa. 

expectativa era criar um mapeamento que apontasse sobre a situação de vida, mundo do trabalho e os desafios enfrentados pela categoria no dia a dia. Com os dados, o Sindicato espera construir um plano de lutas mais próximo dos anseios dessas trabalhadoras, além de qualificar as cláusulas da convenção coletiva (CCT) durante as negociações junto ao sindicato patronal.

“Essa pesquisa confirma, em dados, aquilo que ouvimos todos os dias durante os atendimentos realizados aqui no Sindicato. Além da precarização no trabalho, elas ainda enfrentam riscos, passam por humilhações e vivem diferentes tipos de violências. Agora temos um papel importante de buscar cláusulas de proteção na CCT e cobrar por maior fiscalização nas residências”, aponta Marli Silva, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Munícipio de São Paulo (STMDSP).

A pesquisa também fez perguntas para identificar as perspectivas e o que planejam as trabalhadoras sobre os seus futuros. Para elas, o sonho de conquistar uma moradia própria está entre as prioridades (14,3%) ao lado de poder “ver a família bem” (14,3%). Em seguida, para 12,5%, existe o desejo de mudança de trabalho.

Em relação aos direitos, a maioria, 50,4%, diz possuir vínculo de trabalho com carteira assinada. Mas somente 31,2% são filiadas ao sindicato.

“Essa pesquisa mostra a grande precariedade econômica e social que afeta a vida das trabalhadoras domésticas. Mas também mostra que elas não permanecem passivas diante de abusos e opressão, utilizando-se de estratégias para resistir à violência no local de trabalho. Então é uma categoria que demonstra bastante força”, ressalta o pesquisador, que colabora com o Sindicato desde 2017.

Jean destaca que acompanhou o período de covid-19 no país, que afetou muitas trabalhadoras domésticas – inclusive a primeira morte no Brasil foi de uma trabalhadora que contraiu o vírus de seus patrões após eles voltarem de viagem-. Nesse período do coronavírus, conta Jean, as trabalhadoras perderam muitos direitos e, desde então, pouco conseguiram recuperar.

Para a presidenta do STMDSP, a luta por melhores condições na categoria nunca foi fácil. “A lei que ampliou nossos direitos (PEC das Domésticas) tem somente 10 anos de aprovação e a conquista por uma convenção coletiva também é recente. Mas estamos em luta diariamente organizadas em sindicatos e na nossa federação, a Fenatrad, para termos garantido direitos, respeito e dignidade no trabalho”, finaliza Marli.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cidades • 18:41h • 22 de março de 2026

Carros automáticos dominam buscas e superam manuais no Brasil

Levantamento mostra mudança no comportamento do consumidor e avanço da preferência por conforto e praticidade

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:29h • 22 de março de 2026

Boituva inicia temporada de balonismo com novas regras de segurança

Projeto Decola Boituva reúne setor turístico e destaca protocolos mais rigorosos para voos em 2026

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:36h • 22 de março de 2026

Conheça três pontos turísticos do Paraná para contemplar o nascer do sol

A Ilha do mel (território de Paranaguá), Superagui (Guaraqueçaba) e o Pico Paraná (Antonina), todos no Litoral, são destinos especiais para que turistas vivenciem uma experiência diferente da encontrada em outros lugares do Brasil. São alguns dos primeiros lugares onde o Sol nasce no Paraná, com diferença de segundos entre cada um deles

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:00h • 22 de março de 2026

Emergência Radioativa: produção da Netflix resgata acidente com césio-137 que marcou o país

Série de 5 episódios foi lançada em março de 2026 e revisita caso real de 1987 destacando impactos humanos, sociais e históricos do episódio

Descrição da imagem

Saúde • 15:55h • 22 de março de 2026

Prescrição digital avança no Brasil, mas ainda representa apenas 15% das receitas médicas

Crescimento anual acima de 30% indica mudança estrutural na saúde, enquanto desafios culturais e de acesso ainda limitam expansão

Descrição da imagem

Saúde • 15:22h • 22 de março de 2026

Doença falciforme passa a ser de notificação compulsória; entenda o que muda

Serviços de saúde devem registrar casos suspeitos e confirmados em até sete dias no sistema de vigilância epidemiológica

Descrição da imagem

Classificados • 14:44h • 22 de março de 2026

UEM abre inscrições para contratação de 39 professores temporários

O processo seletivo consistirá em duas fases – prova didática (eliminatória) e avaliação de títulos e currículo (classificatória) – com a divulgação do resultado final previsto para o dia 10 de junho

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 14:10h • 22 de março de 2026

Abradi lança guia gratuito para uso de inteligência artificial no marketing digital

Material atualizado reúne aplicações práticas, conceitos e orientações éticas para profissionais e agências

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar