• Entrevias prevê aumento de 29% no tráfego durante o Carnaval nas regiões de Marília e Ribeirão Preto
  • Resultados do Enamed 2025 motivam pedido de audiência pública na Câmara
  • Música, coral e instrumentos: Assis inicia matrículas gratuitas para todas as idades
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 10:41h • 30 de outubro de 2024

Maioria das trabalhadoras domésticas diz já ter enfrentado algum tipo assédio

Pesquisa realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Munícipio de São Paulo mostra que 87,6% das trabalhadoras afirmam terem sido vítimas de violência em algum momento de suas carreiras

Da Redação com informações da CUT | Foto: Canva imagens

Outro diferencial do estudo é que a equipe de pesquisadoras foi formada por trabalhadoras domésticas, que passaram por um processo de formação e empoderamento para conduzir as entrevistas entre seus pares.
Outro diferencial do estudo é que a equipe de pesquisadoras foi formada por trabalhadoras domésticas, que passaram por um processo de formação e empoderamento para conduzir as entrevistas entre seus pares.

Quase 90% das trabalhadoras domésticas do munícipio de São Paulo afirmam que já passaram por alguma situação envolvendo assédio no local de trabalho, seja ela moral, física ou sexual. É o que aponta pesquisa produzida pelo sindicato da categoria (STDMSP) em parceria com o doutor em ciência política e pesquisador Jean François Mayer, da Concordia University, do Canadá.

De acordo com os dados do estudo, 87,6% das trabalhadoras contam terem sido vítimas de violência em algum momento de suas carreiras. A maioria (58,9%), no entanto, diz resolver sozinha - geralmente no confronto verbal – os casos de assédios envolvendo seus patrões ou patroas.

A pesquisa na categoria é inédita e por enquanto só está disponível a primeira etapa do estudo, onde foram entrevistadas 241 trabalhadoras. A etapa seguinte terá uma abrangência maior, com 1.100 domésticas do município paulista, que está em fase de elaboração e trará um aprofundamento sobre os dados de agora.

Outro diferencial do estudo é que a equipe de pesquisadoras foi formada por trabalhadoras domésticas, que passaram por um processo de formação e empoderamento para conduzir as entrevistas entre seus pares.

“Foi um trabalho colaborativo desde a concepção até a tabulação da pesquisa. E ajudei o Sindicato nesse processo, acompanhando e dando treinamento às trabalhadoras que quiseram participar, pois sempre entendemos que ninguém melhor do que elas para falar sobre a situação do trabalho doméstico na cidade de São Paulo”, explica Jean, que utiliza um método de pesquisa etnográfica e de ação participativa. 

expectativa era criar um mapeamento que apontasse sobre a situação de vida, mundo do trabalho e os desafios enfrentados pela categoria no dia a dia. Com os dados, o Sindicato espera construir um plano de lutas mais próximo dos anseios dessas trabalhadoras, além de qualificar as cláusulas da convenção coletiva (CCT) durante as negociações junto ao sindicato patronal.

“Essa pesquisa confirma, em dados, aquilo que ouvimos todos os dias durante os atendimentos realizados aqui no Sindicato. Além da precarização no trabalho, elas ainda enfrentam riscos, passam por humilhações e vivem diferentes tipos de violências. Agora temos um papel importante de buscar cláusulas de proteção na CCT e cobrar por maior fiscalização nas residências”, aponta Marli Silva, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Munícipio de São Paulo (STMDSP).

A pesquisa também fez perguntas para identificar as perspectivas e o que planejam as trabalhadoras sobre os seus futuros. Para elas, o sonho de conquistar uma moradia própria está entre as prioridades (14,3%) ao lado de poder “ver a família bem” (14,3%). Em seguida, para 12,5%, existe o desejo de mudança de trabalho.

Em relação aos direitos, a maioria, 50,4%, diz possuir vínculo de trabalho com carteira assinada. Mas somente 31,2% são filiadas ao sindicato.

“Essa pesquisa mostra a grande precariedade econômica e social que afeta a vida das trabalhadoras domésticas. Mas também mostra que elas não permanecem passivas diante de abusos e opressão, utilizando-se de estratégias para resistir à violência no local de trabalho. Então é uma categoria que demonstra bastante força”, ressalta o pesquisador, que colabora com o Sindicato desde 2017.

Jean destaca que acompanhou o período de covid-19 no país, que afetou muitas trabalhadoras domésticas – inclusive a primeira morte no Brasil foi de uma trabalhadora que contraiu o vírus de seus patrões após eles voltarem de viagem-. Nesse período do coronavírus, conta Jean, as trabalhadoras perderam muitos direitos e, desde então, pouco conseguiram recuperar.

Para a presidenta do STMDSP, a luta por melhores condições na categoria nunca foi fácil. “A lei que ampliou nossos direitos (PEC das Domésticas) tem somente 10 anos de aprovação e a conquista por uma convenção coletiva também é recente. Mas estamos em luta diariamente organizadas em sindicatos e na nossa federação, a Fenatrad, para termos garantido direitos, respeito e dignidade no trabalho”, finaliza Marli.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 17:35h • 12 de fevereiro de 2026

Carnaval tem origem pagã e ligação com a Quaresma; entenda a história da festa

De festas pré-cristãs à micareta, especialista explica como a tradição evoluiu ao longo dos séculos

Descrição da imagem

Mundo • 17:12h • 12 de fevereiro de 2026

Entrevias prevê aumento de 29% no tráfego durante o Carnaval nas regiões de Marília e Ribeirão Preto

Concessionária estima circulação de 586 mil veículos entre sexta-feira e quarta-feira e reforça operação nas rodovias sob concessão

Descrição da imagem

Mundo • 16:38h • 12 de fevereiro de 2026

Resultados do Enamed 2025 motivam pedido de audiência pública na Câmara

Requerimento apresentado na Comissão de Saúde propõe audiência pública para avaliar impactos na formação médica e na qualidade da assistência

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:09h • 12 de fevereiro de 2026

Trem da República aposta no ‘Trem da Folia’ e oferece 20% de desconto no Carnaval

Passeio entre Itu e Salto terá operação temática de 14 a 17 de fevereiro e conecta turistas a desfiles, shows e programação especial nas duas cidades

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 15:49h • 12 de fevereiro de 2026

Vida no limite: bebê supera cinco horas sem batimentos após reconstrução da aorta

Caso atendido em Belo Horizonte reacende debate sobre acesso a ECMO e corações artificiais no Brasil

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:18h • 12 de fevereiro de 2026

Cruzália anuncia 1º Encontro de Autos Antigos com show e premiação em março

Evento terá praça de alimentação, show de pop rock ao vivo e premiação para os 100 primeiros veículos inscritos

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 14:55h • 12 de fevereiro de 2026

Carnaval seguro: antes de viajar, o turista deve conferir se o serviço está regularizado

Ministério do Turismo disponibiliza consulta simples e gratuita, que pode ser feita online. Em poucos cliques, o viajante consegue saber se o serviço contratado está formalizado, um cuidado essencial em períodos de grande movimentação

Descrição da imagem

Cidades • 14:21h • 12 de fevereiro de 2026

Pedrinhas Paulista promove Baile na Praça de Carnaval para grupos de hipertensos e diabéticos

Evento promovido pela Secretaria Municipal de Saúde será realizado das 17h às 20h, no Centro Comunitário do Parque dos Girassóis

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar