Saúde • 08:35h • 03 de maio de 2026
Maio acende alerta para glaucoma, principal causa de cegueira irreversível
Mês de maio reforça alerta para diagnóstico precoce e acompanhamento oftalmológico regular
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Grupo ODP | Foto: Divulgação
O mês de maio também é dedicado à conscientização sobre o glaucoma, doença que figura entre as principais causas de perda permanente da visão no mundo. Apesar da gravidade, o maior desafio está no fato de que, na maioria dos casos, a condição evolui sem sintomas claros, o que atrasa o diagnóstico e compromete o tratamento.
Segundo a oftalmologista Carolina Rottili Daguano, do Hospital Oftalmos, o glaucoma é uma neuropatia óptica associada, na maioria das vezes, ao aumento da pressão intraocular. Mesmo assim, há situações em que a doença se desenvolve sem alterações significativas dessa pressão, o que reforça a necessidade de avaliação médica regular. Em quadros iniciais, o paciente dificilmente percebe alterações, o que contribui para o avanço silencioso da doença.
Com a progressão, começam a surgir sinais mais evidentes, principalmente a perda da visão periférica. Esse tipo de comprometimento pode dificultar atividades cotidianas como dirigir, caminhar ou até se locomover com segurança. Em estágios mais avançados, a visão central também é afetada, podendo levar à cegueira total e irreversível.
Diagnóstico precoce é o principal aliado contra a doença
O glaucoma pode se apresentar de diferentes formas. As mais comuns são o glaucoma de ângulo aberto, que tem evolução lenta, e o de ângulo fechado, que costuma ser mais rápido e agressivo. Também existem formas secundárias, associadas a outras condições de saúde, além de casos congênitos e infantis, que exigem atenção desde os primeiros anos de vida.
A confirmação do diagnóstico depende de avaliação oftalmológica completa, com exames específicos que analisam o nervo óptico e o campo visual. Entre eles estão a gonioscopia, a campimetria, a retinografia e a tomografia de coerência óptica, fundamentais para identificar a doença ainda em fase inicial.
O tratamento não reverte os danos já causados, mas é eficaz para controlar a progressão. As abordagens incluem o uso de colírios, procedimentos a laser e, em alguns casos, cirurgia, sempre com o objetivo de reduzir a pressão intraocular e preservar a visão remanescente.
Quem deve redobrar a atenção
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver glaucoma e exigem acompanhamento mais rigoroso. Entre eles estão histórico familiar da doença, idade acima de 40 anos, miopia, diabetes, uso prolongado de corticoides e histórico de traumas ou cirurgias oculares.
A recomendação médica é clara: consultas periódicas são essenciais, mesmo na ausência de sintomas. A detecção precoce é a única forma de evitar a progressão silenciosa e preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.
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