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Saúde • 17:39h • 19 de fevereiro de 2025

Macacos NÃO transmitem febre amarela; número de casos em humanos acende sinal de alerta

Macacos funcionam como sentinelas naturais e não transmitem a doença; ele são essenciais na prevenção da febre amarela

Da Redação | Com informações da Semil | Foto: Divulgação

Governo de SP emite alerta sobre febre amarela e esclarece mitos sobre macacos
Governo de SP emite alerta sobre febre amarela e esclarece mitos sobre macacos

O Governo de São Paulo emitiu um alerta sobre a circulação do vírus da febre amarela nas regiões do estado, destacando que os macacos não são transmissores da doença. Eles funcionam como sentinelas naturais, ou seja, ao adoecerem ou morrerem, os macacos indicam a presença do vírus na região, permitindo que as autoridades de saúde adotem medidas preventivas.

Até o momento, o estado registrou 14 casos e 9 óbitos em humanos, além de 30 casos em primatas não humanos, nas cidades de Ribeirão Preto, Campinas, Barretos, Bauru e Osasco. A febre amarela foi identificada pela primeira vez em São Paulo em 2016, com foco nas regiões norte e noroeste do estado. Em 2017, o vírus também foi confirmado em áreas da capital, como Mairiporã e Caieiras, resultando em mortes de primatas não humanos em 40 municípios e fechamento temporário de Unidades de Conservação, como o Parque Estadual Cantareira.

A Coordenadoria de Fauna Silvestre (CFS) da Secretaria de Meio Ambiente (Semil) reforça a importância de monitorar os macacos sem prejudicar a conservação da fauna. "Os macacos indicam a circulação do vírus antes que ele atinja os humanos. Eles não transmitem a doença, que é transmitida pelos mosquitos", explicou Paloma Arakaki, coordenadora da Comissão Pró Primatas Paulistas (CPPP).

A CPPP também coordena o Grupo de Assessoramento em Saúde Única (GASU), que monitora a febre amarela em primatas e auxilia em ações de prevenção. Caso a população encontre macacos com comportamentos anormais, como dificuldade de locomoção ou equilíbrio, é fundamental registrar a ocorrência no aplicativo SISSGEO da Fiocruz e acionar as autoridades competentes.

A CFS orienta ainda os empreendimentos de fauna a tomarem cuidados extras para evitar a entrada de mosquitos nos recintos dos macacos. "Em caso de suspeita de doença ou óbito, a Secretaria de Saúde do município deve ser comunicada imediatamente para coleta de amostras", disse Hélia Maria Piedade, especialista ambiental.

Embora a febre amarela seja endêmica na Amazônia, ela também impacta outras regiões do Brasil, como o Sudeste e o Centro-Oeste, em ciclos epidêmicos. O vírus é transmitido exclusivamente pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O Governo de São Paulo segue atento à circulação da doença, reforçando a vacinação, o uso de repelentes e a conscientização para proteger tanto a população quanto a fauna silvestre.

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