Responsabilidade Social • 11:28h • 07 de novembro de 2026
Óleo usado nos carros da Fórmula 1 em Interlagos será reciclado no interior de São Paulo
Resíduo recolhido durante o GP de São Paulo será levado para Lençóis Paulista, onde passará por processo que permite sua transformação em matéria-prima para novos lubrificantes
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Press À Porter | Foto: Divulgação
O óleo lubrificante utilizado pelos carros da Fórmula 1 durante o Grande Prêmio de São Paulo, realizado entre 6 e 8 de novembro, no Autódromo de Interlagos, terá como destino uma unidade de reciclagem em Lençóis Paulista, no interior do estado. A operação será realizada pela Lwart Soluções Ambientais, responsável pela coleta e pelo rerrefino do material descartado pelas equipes, em uma parceria com o evento mantida desde 2022.
Embora a atenção do público esteja voltada ao desempenho dos pilotos e às atividades nos boxes, o destino do óleo retirado dos motores também exige cuidados. Classificado como Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC), o resíduo é considerado perigoso pelo seu potencial de contaminação ambiental.
Segundo a Associação Brasileira de Óleos Lubrificantes Usados ou Contaminados (AMBIOLUC), apenas um litro de óleo descartado incorretamente pode contaminar até 1 milhão de litros de água. A legislação brasileira determina que o material seja coletado e encaminhado ao rerrefino, processo que permite recuperar componentes utilizados na fabricação de novos lubrificantes.
Dos boxes de Interlagos para Lençóis Paulista
Durante o fim de semana da competição, o óleo retirado dos carros será armazenado em tambores instalados na área dos boxes. Após o encerramento do evento, a Lwart fará a coleta e o transporte do material em caminhões preparados para esse tipo de resíduo.
O destino será a unidade industrial da empresa em Lençóis Paulista, onde o óleo passará pelo rerrefino. O procedimento transforma o material usado em matéria-prima que poderá retornar ao mercado na composição de novos lubrificantes, reduzindo a necessidade de utilização de recursos virgens.
O comentarista de automobilismo Felipe Giaffone explica que as condições extremas de funcionamento dos motores de competição exigem atenção especial aos lubrificantes. "Nas corridas, motor e lubrificante trabalham no limite: altas rotações e temperaturas extremas exigem trocas muito mais frequentes do que em um carro de rua", afirma.
Ao final da operação, o GP de São Paulo receberá o Certificado de Destinação Final, documento que comprova o encaminhamento ambientalmente adequado do resíduo.
Cuidado também vale para o óleo dos carros comuns
O procedimento adotado na Fórmula 1 segue o mesmo princípio ambiental exigido para o óleo lubrificante utilizado em veículos de passeio, motocicletas e caminhões. Depois de usado, o produto não deve ser descartado no solo, em redes de esgoto ou junto ao lixo comum.
João Vianney, diretor de Coleta da Lwart Soluções Ambientais, destaca que o cuidado precisa fazer parte de qualquer troca de óleo. "Esse compromisso vale nas pistas e nas ruas. Em toda troca, o óleo usado precisa ter o mesmo fim: uma empresa certificada e autorizada pela ANP", afirma.
A parceria entre o GP de São Paulo e a empresa paulista demonstra como a gestão de resíduos pode integrar grandes eventos esportivos e reforça a importância da destinação correta do óleo lubrificante também nas oficinas e nos serviços de manutenção de veículos.
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