Saúde • 11:23h • 08 de janeiro de 2026
Lei reconhece fibromialgia como deficiência e amplia direitos a partir de 2026
Nova legislação estabelece critérios para enquadramento como pessoa com deficiência e amplia acesso a benefícios, reforçando a visibilidade da dor crônica no país
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CFF | Foto: Reprodução/Redes Sociais
A fibromialgia passará a ser oficialmente reconhecida como condição passível de enquadramento como deficiência no Brasil a partir de janeiro de 2026, com a entrada em vigor da Lei nº 15.176/2025. A medida amplia o acesso a direitos e marca um avanço no reconhecimento institucional da dor crônica enfrentada por milhões de brasileiros, além de fortalecer o debate sobre inclusão, acessibilidade e políticas públicas voltadas a essa população.
A fibromialgia é caracterizada por dor generalizada e persistente, associada a sintomas como fadiga intensa, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 3% da população brasileira convive com a síndrome, o que representa aproximadamente 6 milhões de pessoas, com maior prevalência entre mulheres. Apesar do impacto significativo na qualidade de vida, pacientes relatam, historicamente, dificuldades para ter a condição reconhecida por sistemas de saúde, empregadores e órgãos públicos.
Com a nova lei, pessoas diagnosticadas com fibromialgia poderão ter acesso a direitos já garantidos a outras deficiências, como benefícios previdenciários e assistenciais, cotas e isenções fiscais. O enquadramento, porém, não será automático. A legislação determina a apresentação de laudo médico e a realização de avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional, que analisará aspectos biológicos, psicológicos e sociais da condição.
Para o reconhecimento como pessoa com deficiência, será necessário comprovar que a fibromialgia provoca limitações significativas em atividades do cotidiano, como trabalho, locomoção ou autocuidado, além do atendimento aos critérios contributivos exigidos pela Previdência Social. A avaliação individual busca diferenciar casos em que a doença gera incapacidade funcional relevante daqueles em que os sintomas podem ser manejados sem prejuízo substancial à autonomia.
Lady Gaga deu visibilidade à doença
A visibilidade da fibromialgia também ganhou projeção internacional nos últimos anos a partir de relatos públicos de personalidades. Um dos casos mais conhecidos é o da cantora Lady Gaga, que revelou conviver com a doença e expôs os impactos da dor crônica em sua rotina no documentário Gaga: Five Foot Two, lançado em 2017. O relato contribuiu para ampliar a compreensão pública sobre a gravidade da condição e para combater o estigma associado às chamadas dores invisíveis.
Especialistas avaliam que o reconhecimento legal da fibromialgia como potencialmente incapacitante representa um passo relevante para ampliar a proteção social, estimular diagnósticos mais precisos e fortalecer políticas de acolhimento e acompanhamento. A nova legislação tende a oferecer mais segurança jurídica e dignidade às pessoas que convivem diariamente com a dor crônica no Brasil.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento
Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar
Ciência e Tecnologia
3I/ATLAS surpreende e se aproxima da esfera de Hill de Júpiter com precisão inédita