Ciência e Tecnologia • 14:44h • 31 de janeiro de 2026
Jovens usam IA para estudar, mas pedem mais apoio dos professores
Relatório da Oxford University Press indica que adolescentes adotaram ferramentas de inteligência artificial para estudar, mas apontam dificuldades sem mediação pedagógica
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A inteligência artificial já integra a rotina de estudos de adolescentes, mas a expansão do uso da tecnologia ocorre acompanhada de uma demanda crescente por orientação docente. Essa é uma das conclusões do relatório Teaching the AI-Native Generation, publicado pela Oxford University Press, que analisou como jovens entre 13 e 18 anos utilizam ferramentas de IA e quais desafios enfrentam ao estudar sem acompanhamento pedagógico adequado.
O estudo ouviu 2.000 estudantes no Reino Unido e apontou que oito em cada dez adolescentes já utilizam ferramentas de inteligência artificial em atividades escolares. Os recursos são empregados principalmente para revisão de conteúdos, organização de tarefas e esclarecimento de dúvidas. Apesar da adoção ampla, quase metade dos entrevistados afirmou que gostaria de receber mais apoio dos professores para compreender quando e como utilizar essas tecnologias de forma apropriada.
Os dados também mostram que muitos estudantes ainda encontram dificuldades para avaliar a confiabilidade das informações geradas pela IA. Menos da metade declarou se sentir segura para identificar conteúdos imprecisos ou enviesados, o que reforça o papel da mediação pedagógica no uso responsável dessas ferramentas no ambiente educacional.
Para especialistas em educação, o principal desafio não está na incorporação da inteligência artificial ao ensino, mas na forma como ela é integrada ao processo de aprendizagem. Abordagens que combinam tecnologia com orientação humana tendem a estimular autonomia intelectual, pensamento crítico e uso consciente da IA, reduzindo o risco de dependência de respostas automáticas.
No Brasil, esse modelo híbrido já aparece em plataformas educacionais que associam inteligência artificial à atuação direta de professores e tutores. A TutorMundi, por exemplo, ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos educacionais, distribuídos entre recursos baseados em IA e monitorias com mediação humana. O volume indica que, mesmo com o avanço das ferramentas automatizadas, a presença do educador segue central para aprofundar a compreensão dos conteúdos, validar informações e orientar o aprendizado.
Com a consolidação da inteligência artificial no ensino, cresce a necessidade de estratégias que equilibrem eficiência tecnológica e acompanhamento pedagógico. O cenário apontado por estudantes, educadores e pesquisadores converge para modelos híbridos, nos quais a IA atua como ferramenta de apoio, enquanto a mediação humana permanece essencial para garantir qualidade educacional e desenvolvimento crítico.
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