Ciência e Tecnologia • 10:17h • 16 de setembro de 2026
Jogos e realidade virtual ajudam a estudar o equilíbrio de idosos em nova plataforma
Tecnologia reúne sensores, realidade virtual e jogos para avaliar as reações do corpo e apoiar tratamentos personalizados
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Revista Pesquisa Fapesp | Foto: Arquivo/Âncora1
Pesquisadores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) desenvolveram uma plataforma que simula situações de desequilíbrio para investigar como idosos reagem à perda de estabilidade. Criada após mais de dez anos de pesquisa apoiada pela FAPESP, a tecnologia combina movimentos, sensores e realidade virtual para auxiliar a avaliação do equilíbrio e o planejamento da reabilitação.
Durante os exercícios, o participante permanece sobre uma base móvel, protegida por barras de apoio e cintos de segurança, enquanto interage com jogos virtuais.
O equipamento registra simultaneamente a atividade cerebral, a resposta dos músculos e a distribuição do peso corporal. Segundo Alessandro Pereira da Silva, líder do Laboratório de Ambientes Virtuais e Tecnologia Assistiva da UMC, essa sincronização pode ajudar a identificar alterações que passam despercebidas em avaliações isoladas.
A importância da proposta está nas consequências das quedas, que podem provocar fraturas, hospitalizações, perda de autonomia e medo de caminhar. Para Daniela Cristina Carvalho de Abreu, fisioterapeuta e professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, ferramentas avançadas podem aprofundar a avaliação de pessoas que já caíram ou apresentam maior risco, contribuindo para intervenções mais direcionadas.
Próxima etapa envolve ampliar os testes
O protótipo funcional se prepara para chegar a clínicas, hospitais e centros de reabilitação por meio da startup Kerygma Technology, incubada na UMC.
A equipe também pretende incorporar inteligência artificial para desenvolver modelos capazes de antecipar o risco de quedas, mas essa etapa ainda depende da ampliação dos testes em humanos e da validação dos resultados. O equipamento não substitui o fisioterapeuta, responsável por definir e conduzir o tratamento.
Leia a matéria completa na Revista Pesquisa Fapesp.
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