Economia • 10:01h • 06 de maio de 2026
IR 2026: chance maior de inclusão no primeiro lote termina domingo
Envio antecipado aumenta possibilidade de restituição ainda em maio
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Contribuintes que ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 têm até este domingo (10) para aumentar as chances de receber a restituição no primeiro lote, previsto para 29 de maio — mesma data final para entrega à Receita Federal.
A lógica é simples: quem declara primeiro, recebe primeiro, desde que não haja erros. Inconsistências podem levar à malha fina e atrasar o pagamento.
Além da ordem de envio, alguns fatores aumentam a prioridade, como utilizar a declaração pré-preenchida e optar pelo recebimento via Pix. Quanto mais critérios atendidos, maiores as chances de entrar no primeiro lote.
A Receita ainda não informou a data oficial de consulta, mas a liberação costuma ocorrer cerca de uma semana antes do pagamento, por volta de 22 de maio.
Neste ano, serão quatro lotes de restituição:
- 1º lote: 29 de maio
- 2º lote: 30 de junho
- 3º lote: 31 de julho
- 4º lote: 28 de agosto
A legislação prevê prioridade para alguns grupos, independentemente da data de envio. A ordem inclui:
- idosos com mais de 80 anos;
- idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
- contribuintes cuja principal renda é o magistério;
- quem usa declaração pré-preenchida e escolhe Pix;
- demais contribuintes.
O prazo final para envio da declaração termina em 29 de maio, às 23h59. Quem perder o prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido.
O limite para optar pelo débito automático da primeira parcela ou cota única também vai até 10 de maio.
Especialistas recomendam atenção no preenchimento para evitar erros, que aumentam o risco de retenção na malha fina e atraso na restituição. A orientação é revisar os dados e evitar deixar o envio para a última hora, quando o sistema pode ficar instável.
Neste ano, houve aumento nas retenções por divergências de informações, após mudanças no cruzamento de dados da Receita. O órgão passou a considerar dados do eSocial e da EFD-Reinf no lugar da antiga Dirf. Falhas no envio dessas informações por empresas têm gerado inconsistências nas declarações.
Nesses casos, o contribuinte deve solicitar a correção junto à fonte pagadora.
Até o momento, quase 60% dos contribuintes ainda não enviaram a declaração. Segundo a Receita, cerca de 19 milhões de documentos foram entregues, o que representa pouco mais de 43% do total esperado, de 44 milhões.
Do total já enviado, cerca de 69,9% terão direito à restituição, 17,1% terão imposto a pagar e 13% não terão valores a pagar nem a receber.
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