Mundo • 08:09h • 30 de agosto de 2025
Inverno seco aumenta poluição e aciona protocolo especial em São Paulo
Fiscalizações em veículos a diesel, planos de redução de emissões e ações contra queimadas fazem parte das medidas para proteger a qualidade do ar no estado
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP

Sem chuva, com ar seco e quase nenhum vento. Esse é o cenário típico do inverno em São Paulo, que favorece a concentração de poluentes e compromete a qualidade do ar. Para reduzir os impactos à saúde da população, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo adota um protocolo especial que vai desde fiscalizações em veículos a diesel até exigência de planos de redução de emissões junto ao setor industrial.
Um dos exemplos é a Operação Fumaça Preta, realizada todos os anos na capital. Caminhões, ônibus e caminhonetes a diesel que apresentam emissão visível de fumaça são autuados. Em 2025, mais de 70 mil veículos já foram vistoriados, e uma grande ação de conscientização com caminhoneiros ocorreu em julho, no entreposto da Companhia de Armazéns Gerais de São Paulo.
No caso das indústrias e terminais de carga, a autorização de funcionamento já prevê a obrigação de apresentar planos individuais de redução de emissões. Esses documentos incluem metas progressivas e fiscalização técnica para garantir cumprimento.
Outra frente é a participação no programa São Paulo Sem Fogo, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, com apoio da Defesa Civil, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros. Desde 2023, o programa já recebeu investimentos de 97 milhões de reais em prevenção e combate a queimadas, uma das principais fontes de poluição nesse período. Entre as ações estão a limpeza de margens de rodovias, compra de veículos e monitoramento por satélite.
Três níveis de alerta para a população
Quando os níveis de poluição ficam elevados, podem ser decretados três estágios:
- Atenção: quando os poluentes ultrapassam limites seguros e as condições do tempo dificultam a dispersão.
- Alerta: quando a concentração fica ainda mais perigosa, com previsão de continuidade das más condições climáticas.
- Emergência: nível mais grave, com risco direto e imediato à saúde da população.
A decisão é tomada com base nas medições da rede de monitoramento da qualidade do ar, considerada uma das maiores da América Latina. São 85 estações espalhadas pelo estado, sendo 63 automáticas, que enviam informações em tempo real.
Entre os poluentes acompanhados estão partículas de poeira e fumaça, ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono. O poluente que apresentar maior concentração em relação ao limite permitido define o grau de criticidade e as medidas a serem aplicadas.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas
Ciência e Tecnologia
Como se preparar para o primeiro apagão cibernético de 2025
Especialistas alertam para a necessidade de estratégias robustas para mitigar os impactos de um possível colapso digital