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Saúde • 20:19h • 27 de dezembro de 2025

Infarto antes dos 40: por que o coração dos jovens brasileiros está falhando mais cedo

Casos em pessoas com menos de 40 anos crescem no país e expõem o impacto do uso de anabolizantes, da má alimentação, do estresse e de hábitos que sobrecarregam o coração

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Central Press | Foto: Arquivo/Âncora1

Geração sob pressão: o avanço silencioso dos infartos entre jovens brasileiros
Geração sob pressão: o avanço silencioso dos infartos entre jovens brasileiros

O infarto deixou de ser um problema restrito à população mais velha e passou a atingir brasileiros cada vez mais jovens. Dados do Ministério da Saúde mostram que as internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos aumentaram 184% entre 2000 e 2022, saltando de 1,7 para quase 5 casos por 100 mil habitantes. No mesmo período, as doenças cardiovasculares seguiram como a principal causa de morte no país, com um óbito registrado a cada dois minutos.

O crescimento acende um alerta sobre o estilo de vida adotado nas últimas décadas. Alimentação baseada em ultraprocessados, sedentarismo, estresse crônico e o uso indiscriminado de anabolizantes formam hoje um cenário de risco para o coração ainda na juventude.

Anabolizantes antecipam doenças do coração

Um dos fatores que mais chamam a atenção dos especialistas é o uso de esteroides anabolizantes por pessoas jovens, muitas vezes sem qualquer acompanhamento médico. Segundo a cardiologista Even Mol, dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, essas substâncias alteram diretamente o funcionamento do sistema cardiovascular.

“O uso de anabolizantes aumenta a pressão arterial, eleva o colesterol ruim e reduz o colesterol bom. Isso acelera a formação de placas de gordura nas artérias e eleva muito o risco de infarto, arritmias, insuficiência cardíaca e até morte súbita”, explica.

Estudos recentes reforçam esse risco. Pesquisas publicadas em revistas médicas internacionais apontam que usuários de anabolizantes têm até três vezes mais chance de sofrer infarto e nove vezes mais risco de desenvolver miocardiopatia, uma doença que enfraquece o músculo do coração.

Alimentação moderna pesa contra o coração

Outro fator decisivo é a mudança no padrão alimentar, especialmente entre jovens adultos. O consumo frequente de refrigerantes, salgadinhos, doces, fast food e alimentos ultraprocessados favorece o aumento do colesterol, o ganho de peso e processos inflamatórios no organismo.

Para o cardiologista Gustavo Lenci Marques, o impacto da alimentação inadequada já se equipara aos fatores genéticos. “Hoje está claro que o padrão alimentar tem tanto peso no risco de infarto quanto a herança familiar, principalmente entre os mais jovens. Esses alimentos aumentam a resistência à insulina, favorecem o diabetes e aceleram o processo de aterosclerose”, afirma.

Quando a má alimentação se soma ao sedentarismo e ao estresse, os riscos se multiplicam, mesmo em pessoas que aparentam estar saudáveis.

Estresse e rotina acelerada entram na conta

A pressão constante por produtividade, longas jornadas de trabalho, privação de sono e falta de atividade física criam um ambiente favorável ao adoecimento precoce do coração. O estresse crônico eleva hormônios como o cortisol, que contribuem para aumento da pressão arterial, inflamação e alterações metabólicas.

Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que jovens, muitas vezes sem sintomas aparentes, passam a apresentar eventos cardiovasculares graves.

Prevenção precisa começar cedo

Apesar do cenário preocupante, os especialistas reforçam que o infarto é, em grande parte, prevenível. A recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia é que a avaliação de risco cardiovascular comece a partir dos 20 anos, mesmo em pessoas sem queixas.

O check-up inclui análise do histórico clínico, exames laboratoriais e, quando indicado, exames como teste ergométrico, ecocardiograma e tomografia das artérias coronárias. “Quem não tem fatores de risco pode repetir os exames a cada três ou cinco anos. Já quem tem histórico familiar, hipertensão, colesterol alto ou outros fatores precisa de acompanhamento mais próximo”, explica Marques.

Sintomas não devem ser ignorados

Embora muitas doenças cardíacas sejam silenciosas, alguns sinais exigem atenção imediata. Dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço excessivo e desconforto que irradia para braços, costas ou mandíbula podem indicar um problema grave.

“Muitos fatores de risco não dão sinais claros, mas quando identificados e controlados precocemente, complicações como infarto, AVC e insuficiência cardíaca podem ser evitadas. Prevenir é sempre melhor do que tratar”, conclui o cardiologista.

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