Economia • 16:31h • 24 de janeiro de 2026
Início do ano expõe fragilidades financeiras e aumenta perdas entre apostadores
Desorganização financeira no início do ano e decisões impulsivas aumentam perdas nas apostas esportivas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Janeiro é apontado por especialistas como o período mais sensível para a gestão de banca entre apostadores no Brasil. Levantamentos da Confederação Nacional do Comércio indicam que o endividamento das famílias permanece próximo de 50% no início do ano, pressionado por despesas recorrentes como impostos, material escolar e reajustes de serviços.
Nesse contexto, dados do Banco Central do Brasil mostram que a movimentação financeira ligada às apostas online se mantém elevada, sem redução sazonal relevante, o que amplia a exposição ao risco justamente quando o orçamento doméstico está mais comprometido.
Comportamento e impulsividade no início do ano
Para Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports, janeiro concentra erros recorrentes de comportamento financeiro. “O apostador tende a começar o ano tentando compensar gastos do fim de dezembro ou perdas anteriores, muitas vezes sem redefinir limites claros de banca. Isso aumenta a probabilidade de decisões mal calibradas logo nas primeiras semanas”, afirma.
O efeito do recesso de fim de ano também pesa sobre o padrão de decisão. Estudos associados à Gambling Commission, do Reino Unido, apontam aumento de comportamentos impulsivos após períodos prolongados de pausa, especialmente em atividades que envolvem risco financeiro. No ambiente das apostas, essa combinação costuma resultar em entradas maiores e menor respeito aos limites previamente definidos.
Planejamento como eixo de proteção
Segundo o especialista, a falsa sensação de recomeço é um fator crítico. “Janeiro cria uma ideia de novo ciclo, mas sem diagnóstico financeiro real. Muitos retomam a atividade sem revisar a banca disponível, comprometendo toda a estratégia dos meses seguintes”, explica.
A adoção de planejamento financeiro segue como o principal antídoto para atravessar o mês com menor risco. Separar a banca do orçamento familiar, definir limites de exposição e distribuir apostas ao longo do período são práticas recomendadas, mas ainda pouco adotadas.
“O erro mais comum é a pressa por resultados imediatos. A gestão de banca existe para preservar capital, não para acelerar ganhos em curto prazo”, pontua Ricardo.
Regulação não elimina o risco
Com a regulamentação das apostas esportivas em vigor desde 2025, o mercado passou a operar em ambiente mais estruturado. Estimativas do Ministério da Fazenda indicam movimentação anual superior a R$ 100 bilhões. Ainda assim, o risco permanece inerente à atividade.
“Regulação organiza o setor, mas não substitui o controle individual. O maior equívoco é tratar apostas como solução financeira”, avalia o especialista. Para ele, janeiro deveria cumprir outro papel. “É um mês de ajuste, disciplina e revisão de estratégia, não de agressividade”, conclui.
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