Saúde • 10:05h • 19 de março de 2026
Imunidade: entenda como o corpo se defende de vírus, bactérias e outros microrganismos
Com múltiplos instrumentos, o sistema imune aprende a reconhecer invasores e cria uma memória para combatê-los
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O sistema imune é responsável por proteger o organismo contra infecções causadas por patógenos, como vírus, bactérias e fungos, além de combater células e substâncias estranhas, como as cancerígenas. Esse sistema complexo é dividido em dois tipos principais: imunidade inata e imunidade adaptativa.
A imunidade inata é aquela com a qual o indivíduo já nasce. Trata-se de uma resposta rápida e não específica do organismo, ativada logo após o contato com um agente invasor. Nessa etapa, atuam células como monócitos, macrófagos, neutrófilos, células NK (natural killers) e células dendríticas, todas com a função de identificar e eliminar ameaças.
Essas células possuem diversos receptores capazes de reconhecer padrões associados a agentes estranhos ou a danos no organismo.
As células da imunidade inata atuam de forma imediata, liberando citocinas pró-inflamatórias, substâncias que intensificam a resposta inflamatória e auxiliam no combate aos microrganismos.
Além disso, algumas dessas células conseguem englobar e destruir os patógenos e, posteriormente, apresentar fragmentos deles — chamados antígenos — a outras células de defesa, como os linfócitos T e B. Esse processo contribui para a formação da chamada memória imunológica.
Nesse ponto, entra em ação a imunidade adaptativa. Ao entrarem em contato com os antígenos, os linfócitos passam a reconhecê-los e ficam preparados para reagir de forma mais rápida e eficiente em futuras exposições. Os linfócitos T atuam destruindo células infectadas, enquanto os linfócitos B produzem anticorpos, proteínas que se ligam aos invasores para neutralizá-los.
A imunidade adaptativa é mais especializada e está presente apenas em vertebrados, como peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, incluindo os seres humanos.
E a imunidade adquirida pelas vacinas?
Esse mesmo processo ocorre tanto durante infecções naturais quanto após a vacinação. A diferença é que as vacinas não causam a doença, mas simulam a presença do agente invasor, estimulando o organismo a produzir uma resposta imune por meio da apresentação de antígenos. Assim, o corpo aprende a reconhecer o microrganismo e se prepara para combatê-lo de forma eficiente em contatos futuros.
A maioria das vacinas é aplicada no braço, na camada superficial da pele, região rica em células do sistema imune inato capazes de identificar diferentes antígenos. As mucosas, como boca e nariz, também concentram essas células, já que são portas de entrada de microrganismos. Por isso, existem vacinas administradas por via oral, como a utilizada contra a poliomielite.
A aplicação oral, no entanto, apresenta desafios, pois o antígeno pode ser degradado por barreiras como a acidez do estômago. Para contornar esse problema, tecnologias como nanopartículas vêm sendo desenvolvidas para proteger essas substâncias até que cumpram sua função.
Mais recentemente, também têm sido estudadas vacinas de aplicação intranasal, como algumas desenvolvidas contra a Covid-19.
Mantenha a vacinação em dia
A vacinação evita milhões de mortes todos os anos no mundo, prevenindo doenças como difteria, tétano, coqueluche, gripe e sarampo. Algumas enfermidades, como a varíola, foram erradicadas graças à imunização.
As vacinas são fundamentais para o funcionamento do sistema imune e mantê-las em dia é uma das formas mais eficazes de proteção contra doenças graves. Por isso, é importante acompanhar o calendário nacional de vacinação e seguir as recomendações para cada faixa etária.
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